Furtos têm ocorrido com alguma frequência no concelho e estão a provocar desperdício de água, perda de pressão e cortes no abastecimento às populações.
Cinco bocas de incêndio foram roubadas durante a madrugada do passado domingo no concelho de Alcobaça. O caso volta a chamar a atenção para um problema que, segundo a autarquia, tem ocorrido com alguma frequência em diferentes pontos do concelho.
Apesar de o material furtado ter um valor económico reduzido, as consequências dos roubos podem ser significativas para as populações. Ao serem partidas e retiradas as componentes metálicas, nomeadamente as peças de cobre, as bocas de incêndio ficam danificadas e podem provocar perdas consideráveis de água.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Mateus, considera que o problema está sobretudo nos transtornos causados às pessoas que vivem nas zonas afetadas.
“Nos últimos tempos é uma situação que infelizmente tem acontecido: é o roubo de bocas de incêndio.”
Segundo o autarca, os autores dos furtos partem a estrutura para retirar a parte metálica, procurando sobretudo o cobre.
“Partem a respetiva boca de incêndio e levam a parte metálica ou a parte que é de cobre.”
O valor do material retirado será relativamente reduzido, mas o prejuízo acaba por ser muito superior devido às consequências provocadas pelo furto. Quando uma boca de incêndio é danificada, a água pode ficar a correr até que os serviços consigam intervir e reparar o equipamento.
“É uma coisa tão pequena que o valor é irrisório, mas infelizmente é o que está a passar no concelho em vários pontos durante a madrugada.”
Além do desperdício de água, os furtos podem afetar diretamente o abastecimento às populações. A saída descontrolada de água da rede pode provocar perda de pressão ou mesmo interrupções temporárias no fornecimento.
Paulo Mateus sublinha precisamente esse impacto, lembrando que os moradores acabam por ser os principais prejudicados por um furto cujo objetivo é retirar uma pequena quantidade de material metálico.
“Não é pelo valor que a boca de incêndio tem, se tem algum valor, mas não é muito, mas pelo transtorno que há de desperdício de água.”
O autarca acrescenta que, enquanto a situação não é detetada e resolvida, os moradores daquela zona podem ficar com menor pressão na rede ou até sem água.
“As populações naquela rua acabam por ficar sem pressão na água e mesmo sem água enquanto está a ocorrer essa situação de desperdício de água.”
O episódio registado no passado domingo não será, assim, um caso isolado. A repetição deste tipo de furtos está a criar preocupação devido aos danos provocados na rede pública e aos transtornos para os habitantes.
A Câmara Municipal de Alcobaça alerta, por isso, para as consequências indiretas deste tipo de crime, que pode deixar uma rua inteira afetada até à intervenção dos serviços responsáveis pela reparação da rede.








