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Alcobaça testa circulação automóvel antes de avançar com projeto “Do Mosteiro ao Castelo”

Semáforos provisórios vão ser instalados durante cerca de 15 dias, no início de outubro, para avaliar diferentes soluções de trânsito no centro histórico. Câmara espera concluir o projeto até ao final do ano e lançar a obra em 2027.

O projeto de requalificação urbana “Do Mosteiro ao Castelo | Acessibilidade e Nova Mobilidade”, em Alcobaça, está na fase final de desenvolvimento e deverá avançar para a obra no próximo ano. Antes disso, a Câmara Municipal vai testar diferentes soluções para a circulação automóvel no centro histórico, através da instalação de semáforos provisórios.

Os testes deverão começar na primeira semana de outubro e prolongar-se por cerca de 15 dias, podendo chegar, no máximo, às três semanas. O objetivo é perceber, no terreno, de que forma poderá ser organizada a circulação automóvel depois da intervenção.

“O que fizemos hoje aqui foi aquilo que devíamos fazer sempre, ou seja, prevenir”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues. Segundo o autarca, a fase de projeto deve permitir antecipar eventuais problemas e testar diferentes cenários antes do início da obra.

“Vamos testar em duas situações diferentes o tráfego nessa zona, com a colocação de semáforos, para perceber se é isto que pretendemos depois para o futuro”, afirmou.

A intervenção pretende requalificar uma parte significativa do centro histórico de Alcobaça, criando uma ligação pedonal mais clara entre o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e o Castelo de Alcobaça.

A intenção passa por valorizar este eixo histórico e turístico, melhorar as condições de circulação pedonal e qualificar os espaços públicos envolventes, sem perder a identidade da zona.

O projeto prevê ainda uma intervenção na zona de D. Pedro V, reforçando a ligação entre diferentes áreas do centro da cidade.

Hermínio Rodrigues considera que o projeto está a avançar a bom ritmo. “Penso que estamos num bom caminho”, afirmou o presidente da Câmara, que espera ter o projeto concluído até ao final deste ano.

“Gostava que estivesse concluído até ao final do ano e que, no próximo ano, o município tivesse a lançar esta grande obra”, acrescentou.

A requalificação prevê alterações ao perfil de várias ruas, procurando equilibrar a circulação automóvel com a criação e valorização de espaços pedonais.

Entre as artérias abrangidas estão partes das ruas Frei Fortunato, Miguel Bombarda e Frei Estevão, bem como as ruas Eng.º Duarte Pacheco, D. Maur Cocheril, do Castelo e Almirante Cândido dos Reis. A intervenção inclui ainda a Avenida Maria Oliveira, a Avenida João de Deus e parte da Rua David da Fonseca. Na Rua 16 de Outubro está prevista a substituição da rede de águas pluviais e a reposição do pavimento existente.

Está também prevista a reformulação dos pavimentos, com o objetivo de aumentar o conforto dos peões, e a criação de zonas de permanência e encontro, com equipamentos urbanos e áreas de sombra.

A Rua D. Maur Cocheril deverá assumir um papel de destaque enquanto eixo de aproximação ao Rossio, enquanto a zona envolvente à Igreja da Misericórdia e ao Castelo será valorizada, nomeadamente através da melhoria das condições de acessibilidade.

O projeto não se limita à reorganização do trânsito e dos espaços pedonais. A intervenção contempla também a renovação e melhoria de infraestruturas, incluindo redes de drenagem e abastecimento de água, bem como a revisão das infraestruturas elétricas.

A passagem das redes elétricas para vala pretende contribuir para a valorização do espaço público e do património edificado.

A Câmara Municipal pretende, desta forma, transformar o projeto num ponto de partida para uma requalificação mais abrangente do centro histórico, melhorando as condições de habitabilidade, a segurança e a qualidade do espaço urbano.

A ligação pedonal entre o Mosteiro e o Castelo assume, contudo, um papel central na estratégia, sobretudo pela importância histórica e turística dos dois monumentos.

A intervenção pretende criar uma leitura urbana mais coerente entre estes dois pontos da cidade, através de uma linguagem arquitetónica contemporânea, mas adaptada à identidade histórica de Alcobaça.

Os resultados dos testes de circulação serão, por isso, importantes para definir a solução final antes do arranque da empreitada, previsto pela autarquia para 2027.

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