PRECIPITAÇÃO, VENTO, AGITAÇÃO MARÍTIMA E QUEDA DE NEVE –
MEDIDAS PREVENTIVAS
1. SITUAÇÃO
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um
agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido à passagem da depressão
KRISTIN, com precipitação, por vezes forte, vento forte, agitação marítima forte e queda de
neve, salientando-se:
– Períodos de chuva, por vezes forte, ocasionalmente de granizo e acompanhada de
trovoada;
– Vento forte, com rajadas até 120 km/h nas terras altas e até 140 km/h no litoral a norte
do cabo Mondego, bem como no interior das regiões Norte e Centro;
– Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas até 7 metros, podendo atingir
os 14 metros de altura máxima;
– Queda de neve acima de 1600 metros de altitude, descendo a cota para 800 metros,
prevendo-se acumulações entre 10 cm e 20 cm acima dos 1000 metros de altitude, nas
regiões Norte e Centro.
Informação meteorológica em www.ipma.pt
Informação Hidrológica
De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) salienta-se:
– 27 e 28 de janeiro: do rio Minho, sub-bacia do Coura; do rio Cávado; rio Ave, rio Sousa,
rio Mondego, rio Vouga, rio Águeda, rio Lima, sub-bacia do Vez; rio Douro, rio Tâmega,
rio Zêzere e rio Nabão – caudais superiores aos habituais, possibilidade de inundações
urbanas;
– 27 e 28 de janeiro: nas Bacias hidrográficas do rio Tejo, sub-bacia do Sorraia; rio
Guadiana (sul); Sado; rio Arade; Ribeiras do Algarve – potencial subida dos caudais;
– 27, 28 e 29 de janeiro: Possibilidade de inundações urbanas nas zonas onde a
precipitação será mais intensa.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso a partir da tarde de hoje, 27 de
janeiro, e a madrugada e amanhã, do dia 28 de janeiro, sendo expectável:
– A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais
por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro;
– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água,
rios e ribeiras;
– A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,
derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser
potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por
artificialização do solo;
– Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à
acumulação de gelo e/ou neve;
– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de
estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que
podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto
destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados,
pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das
principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes
e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das
águas;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes,
placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas,
estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de
vento mais forte;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente
mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;N.º
– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos
náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos
da orla marítima;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à
eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível,
adotar as seguintes medidas:
• Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
• Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
• Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer
trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por
longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
• Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a
existência de postos de carregamento no seu itinerário;
• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom
estado de funcionamento;
• Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim
como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos
veículos.
– Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas
com necessidades especiais;
– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com
reboque e veículos de tração traseira;
– Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas
potencialmente afetadas pela queda de neve;
– Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com
histórico de inundações;
– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas
para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens
para locais seguros;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e
Forças de Segurança.
Acompanhe também as recomendações (cuidados a ter com o frio) da Direção-Geral
da Saúde em www.dgs.pt.
ANEPC | Divisão de Comunicação e Sensibilização
N.º AVISO/2/DCS/2026
DATA 27-01-2026
HORA 12:30
AVISO À POPULAÇÃO – RISCO HIDROLÓGICO E VENTO FORTE
A precipitação que se tem sentido em Portugal, gerou um aumento considerável dos níveis
hidrométricos e dos caudais dos rios e seus afluentes.
De acordo com a previsão meteorológica, prevê-se um agravamento da situação atual, mantendo-
se os caudais dos rios e ribeiras muito elevados nos próximos dias.
- EFEITOS OBSERVADOS
Estradas interditas por cheias, desabamentos e quedas de muros. - EFEITOS EXPECTÁVEIS
A situação meteorológica atual e baseada nas previsões pode originar:
- A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais
por obstrução dos sistemas de escoamento; - A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras;
- A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,
derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela
ausência do coberto vegetal; - O arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou o desprendimento de
estruturas móveis ou deficientemente fixadas; - Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.
- MEDIDAS PREVENTIVAS
Face ao quadro meteorológico para os próximos dias e à possível manutenção de elevados
caudais nos rios e ribeiras, recomenda-se:
- A retirada, das zonas confinantes aos cursos de água, normalmente inundáveis, de
equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens para locais seguros; - A salvaguarda dos animais em locais seguros, retirando os que se encontram em zonas
inundáveis; - Não atravesse com viaturas ou a pé, estradas ou zonas submersas;
- Evite atividade próximas de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de
inundações; - Mantenha-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos Agentes de
Proteção Civil, seguindo as recomendações e desenvolvendo as ações necessárias para a
sua proteção. - Verificação das estruturas que, pelas suas características (dimensão, formato, altura desde
o solo, resistência ao vento), possam ser facilmente arrastadas ou levantadas dos seus
suportes.
O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, em articulação
com a APA, IP, Serviços Municipais de Proteção Civil e Agentes de Proteção Civil, continuará a
acompanhar a situação e atualizará a informação quando necessário.
Para mais informações, consulte os sítios na internet: - ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (www.prociv.gov.pt)
- IPMA – Instituto Português do Mar e Atmosfera (https://www.ipma.pt/pt/index.html)
- Agência Portuguesa do Ambiente APA (https://apambiente.pt/)
Leiria, 27 de janeiro 2026
Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria








