Encontra-se em curso, desde final de março, uma importante intervenção na cobertura da sacristia do Mosteiro da Batalha, a cargo da empresa Cinábrio, Conservação e Restauro. Esta obra tem como principal objetivo a reparação total das juntas da cobertura, cujas argamassas se encontram fragilizadas, uma ação que, apesar de discreta e invisível para quem visita o monumento, é essencial para controlar as infiltrações que têm vindo a aumentar com a intensificação das chuvas nos últimos invernos.
Trata-se de um trabalho de manutenção indispensável à salvaguarda do monumento, que contribuirá decisivamente para a sua preservação.
No entanto, a permeabilidade da cobertura, registada nos últimos anos, tem tido impacte negativo no interior da sacristia, nomeadamente em elementos de reconhecido valor histórico e artístico, como a pintura mural do teto, considerada a mais antiga existente em Portugal, datada dos inícios do século XV, e o espaldar de talha dourada, do século XVII, único testemunho remanescente desta arte no Mosteiro da Batalha.
Com a intervenção agora iniciada, a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. (MMP), através do Mosteiro da Batalha, reafirma, assim, a sua missão de salvaguarda e valorização do património cultural sob a sua tutela, mostrando estar atenta às necessidades de cada equipamento.
A proteção deste património, integrado num edifício classificado como Monumento Nacional, desde 1907, e inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO, desde 1983, exige um equilíbrio permanente entre a necessidade de intervir e o respeito pelos materiais, técnicas e expressões históricas e artísticas. É com este espírito que a atual direção do Mosteiro da Batalha trabalha, assegurando que as ações de hoje contribuem para a transmissão deste legado às gerações futuras
O que aconteceu
O mês de março foi movimentado no Mosteiro da Batalha. Depois do trauma que nos provocou a passagem da depressão Kristin, reabrimos o monumento ao público, com condicionamentos necessários à segurança de todos, mas com muita alegria e disponibilidade para receber quem nos visita.
As visitas guiadas e encenadas às escolas foram retomadas, tal como as atividades com os jovens da Associação Casa do Mimo, no âmbito do projeto de acessibilidade cultural do monumento. Os grupos de turistas regressaram, individualmente ou em grupo organizado, e as cerimónias religiosas também voltaram a ser oficiadas na nossa Igreja.
No dia 7 de março recebemos cento e cinquenta professores e outros profissionais no curso livre Construir a Memória: Os Cronistas de Avis, que teve lugar no dia 7 de março, no auditório do Mosteiro da Batalha. Este curso foi uma iniciativa do Instituto de Estudos Medievais da NOVA FCSH, do Centro de Formação de Professores / Centro de Competências Entre Mar e Serra e do Mosteiro da Batalha.









