Autoridades apelam à população para estar atenta a movimentos suspeitos e contactar a GNR. Nas últimas semanas, têm surgido queixas em várias freguesias, incluindo na Cela.
Há cada vez mais relatos de furtos em residências no distrito de Leiria, uma situação que também está a ser sentida no concelho de Alcobaça. Nas últimas três a quatro semanas, têm surgido várias queixas relacionadas com assaltos ou movimentos considerados suspeitos em diferentes freguesias, entre as quais a Cela.
Perante este cenário, o presidente da Junta de Freguesia, Paulo Eusébio, deixa um apelo aos moradores para que redobrem a atenção e comuniquem às autoridades qualquer situação que considerem suspeita.
“Devido à movimentação de alguns carros estranhos e de pessoas estranhas, o que passamos às pessoas é para ligarem logo à GNR, que aparece para identificar.”
O autarca aconselha os habitantes a não confrontarem diretamente pessoas ou veículos suspeitos. A recomendação passa por observar, sempre que possível em segurança, e comunicar de imediato a situação à GNR, permitindo que as autoridades possam verificar a ocorrência.
Paulo Eusébio revela ainda que já houve situações que levantaram dúvidas entre a população, nomeadamente a identificação de uma matrícula que, posteriormente, se verificou ser falsa.
“Posso-lhe indicar que já identifiquei uma matrícula e descobrimos que era falsa.”
O presidente da Junta alerta também para a especial vulnerabilidade de pessoas que vivem sozinhas ou que têm pouca mobilidade. Em muitas situações, são idosos ou moradores cujos familiares passam grande parte do dia fora de casa, uma realidade que pode facilitar a ação de quem procura oportunidades para cometer furtos.
“Temos uma população-alvo, mais vulnerável, com pouca mobilidade. Algumas pessoas vivem sozinhas, os filhos estão a trabalhar, e é nessa parte que eles se infiltram dentro da casa das pessoas.”
O autarca sublinha, contudo, que a presença de novos moradores ou de pessoas de diferentes nacionalidades não deve, por si só, ser motivo de desconfiança. A preocupação deve centrar-se em comportamentos concretos e situações anormais, evitando generalizações.
Segundo Paulo Eusébio, a chegada de novas pessoas às localidades torna, por vezes, mais difícil aos moradores reconhecerem quem reside efetivamente na zona e quem se encontra apenas de passagem.
“Temos de começar a definir se devemos alertar a GNR ou não, porque quem anda a assaltar casas pode misturar-se no meio da população e nós não conhecemos todas as pessoas que estão aqui.”
“O objetivo é evitar que estas situações se repitam”
Entre os casos recentemente reportados está uma ocorrência no Casal Marques, onde, segundo o autarca, uma residência terá sido alvo de um furto enquanto os moradores se encontravam ausentes.
A preocupação das autoridades e das entidades locais passa agora por reforçar a prevenção e incentivar a população a manter uma atitude vigilante, sobretudo nas zonas residenciais e junto de habitações onde vivem pessoas mais isoladas.
A mensagem deixada aos moradores é simples: em caso de dúvida, não confrontar, observar em segurança e contactar a GNR.
“O objetivo é evitar que estas situações se repitam e ajudar a manter a população mais segura”, reforça Paulo Eusébio.









