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Leiria investe na qualificação do m|i|mo com dois projetos apoiados pelo ProMuseus

A aprovação de duas candidaturas ao programa nacional garante um financiamento de 22,7 mil euros para reforçar as competências das equipas e promover a acessibilidade e a inclusão no museu da imagem em movimento.

O m|i|mo – museu da imagem em movimento vai beneficiar de um investimento de cerca de 41 mil euros, na sequência da aprovação de duas candidaturas apresentadas pelo Município de Leiria ao Programa ProMuseus 2025, destinadas à qualificação técnica do equipamento e à melhoria das condições de acesso e participação dos diferentes públicos.

Com um apoio financeiro aprovado de 22.740,42 euros e uma comparticipação municipal de 18.220,43 euros, os projetos representam uma aposta na valorização dos recursos humanos, na partilha de conhecimento e na construção de um museu mais acessível, inclusivo e preparado para responder aos desafios contemporâneos.

A formalização deste financiamento teve lugar no dia 4 de novembro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, durante a cerimónia de assinatura dos contratos do ProMuseus 2025, programa nacional de apoio à qualificação dos museus integrados na Rede Portuguesa de Museus.

Uma das candidaturas aprovadas, «Conhecer é Crescer: Capacitação para o Futuro do m|i|mo», contempla um financiamento de 14.770,02 euros e tem como principal objetivo reforçar as competências técnicas das equipas do museu.

O projeto prevê formação especializada e ações de partilha e análise de boas práticas, incluindo visitas a quatro instituições europeias de referência, que permitirão conhecer diferentes experiências museológicas e identificar novas abordagens suscetíveis de contribuir para a melhoria dos serviços e das atividades desenvolvidas pelo m|i|mo.

A segunda candidatura, «Um m|i|mo para Todos: Projeto de Acessibilidades das Imagens em Movimento», com um apoio aprovado de 7.970,40 euros, coloca a inclusão e a participação cultural no centro da intervenção.

Através da elaboração de um plano de acessibilidades, da definição de estratégias inclusivas, da formação das equipas e da criação de um manual interno, o projeto pretende identificar e reduzir barreiras que condicionam o acesso de diferentes públicos às experiências culturais proporcionadas pelo museu.

Mais do que melhorar as condições de funcionamento do equipamento, estas duas iniciativas traduzem uma visão de desenvolvimento museológico que valoriza o conhecimento, a inovação e a relação com a comunidade, reconhecendo os museus como espaços de aprendizagem, encontro e participação.

O investimento reforça, assim, o compromisso do Município de Leiria com a qualificação da sua rede de equipamentos culturais e com a promoção de uma cultura cada vez mais próxima das pessoas, acessível e participativa.

Esta aposta enquadra-se numa estratégia mais ampla de valorização da cultura no concelho, que ganha uma nova dimensão com a candidatura de Leiria a Capital Portuguesa da Cultura 2028, assente na ambição de reforçar o papel da cultura enquanto fator de inclusão, participação e desenvolvimento do território.

Projeto do m|i|mo selecionado como boa prática de direitos culturais no espaço ibero-americano

Iniciativa do museu da imagem em movimento integra publicação internacional do Observatório Ibero-Americano de Museus, que distingue projetos promotores da participação, inclusão e acesso à cultura.

O m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria, viu selecionado o projeto «Mãos Pequenas, Vidro Quente: Histórias de uma Infância Roubada» para integrar uma publicação internacional dedicada às boas práticas na promoção dos direitos culturais, promovida pelo Observatório Ibero-Americano de Museus (OIM), no âmbito do Programa Ibermuseus.

A seleção resulta de um levantamento realizado em 2025 junto dos museus da Rede Portuguesa de Museus, destinado a identificar e valorizar iniciativas que promovam o acesso à cultura, a participação das comunidades e a inclusão de públicos em situação de maior vulnerabilidade.

Entre as práticas submetidas e posteriormente analisadas, a iniciativa do m|i|mo foi escolhida para integrar esta publicação, que reunirá experiências desenvolvidas por museus do espaço ibero-americano.

Um projeto que une memória, educação e inclusão

«Mãos Pequenas, Vidro Quente: Histórias de uma Infância Roubada» é uma iniciativa de educação artística e cultural que articula património, memória histórica e cidadania, através de uma abordagem inclusiva e participativa.

O projeto consiste numa visita dramatizada à exposição «Artistas na Fábrica», seguida da oficina de pintura «Dar Cor à Infância».

Durante a visita, uma docente de educação especial interpreta uma criança trabalhadora da indústria vidreira da Marinha Grande durante a ditadura portuguesa, proporcionando aos participantes uma experiência de contacto com a realidade do trabalho infantil e com as condições de vida, alimentação, higiene e educação das crianças daquela época.

Através da dramatização, do diálogo e da expressão artística, a atividade promove a reflexão sobre os direitos das crianças, a importância da educação e o combate ao trabalho infantil, estabelecendo uma ligação entre a memória do passado e os desafios da sociedade contemporânea.

A iniciativa resulta da articulação entre o Município de Leiria, a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e o Centro de Apoio à Aprendizagem do Agrupamento de Escolas D. Dinis.

Assente em estratégias de educação inclusiva, o projeto privilegia a adaptação de materiais, a diversidade de formas de comunicação e expressão e a participação ativa das crianças, procurando reduzir barreiras ao acesso às experiências culturais.

Leiria com destaque na promoção internacional dos direitos culturais

A seleção desta iniciativa representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo m|i|mo na aproximação do património cultural às comunidades e na construção de experiências educativas acessíveis, participativas e socialmente relevantes.

Constitui também um motivo de valorização para Leiria, ao projetar internacionalmente uma prática museológica que coloca as pessoas, a inclusão e os direitos culturais no centro da sua intervenção.

A futura publicação do Observatório Ibero-Americano de Museus permitirá dar visibilidade a esta experiência, contribuindo para a partilha de conhecimentos e boas práticas entre instituições museológicas de diferentes países.

Fonte: Município de Leiria

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