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Professora e investigadora da Universidade de Leiria e Oeste vence Prémio Anti-Estigma 2026 da Alzheimer Europe

Marlene Rosa foi distinguida pela canção ‘A minha Tita era assim’, criada no âmbito de um

projeto pioneiro em Portugal que introduz o tema da demência nas escolas primárias

Marlene Rosa, professora e investigadora da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), foi a grande vencedora do Prémio Anti-Estigma 2026, atribuído pela Alzheimer Europe. A distinção reconhece a canção original ‘A minha Tita era assim’, escrita por Marlene Rosa em conjunto com o músico e compositor Francisco Saldanha, no âmbito do projeto ‘Córtex School Bag’, um projeto educativo pioneiro em Portugal, concebido para introduzir o tema da demência nas escolas do 1.º ciclo do ensino básico. O prémio foi entregue numa cerimónia realizada em Dublin, na Irlanda, integrada na 36.ª Conferência da Alzheimer Europe, no dia 28 de outubro.

O Prémio Anti-Estigma da Alzheimer Europe distingue iniciativas e trabalhos que contribuem para desconstruir preconceitos e promover uma imagem positiva da demência e das pessoas que vivem com esta condição. A edição de 2026 foi dedicada à música enquanto instrumento de sensibilização e de combate ao estigma associado à demência. 

“Este reconhecimento dá visibilidade a uma missão que me é muito próxima: ajudar a compreender a demência, combater o estigma e aproximar gerações. O projeto ‘Córtex School Bag’ nasceu precisamente da identificação de uma realidade muitas vezes silenciosa: muitas crianças convivem com a demência no seio das suas famílias, mas raramente dispõem da linguagem, das ferramentas ou do apoio emocional necessários para compreender o que está a acontecer a um avô ou a uma avó de quem gostam profundamente”, refere Marlene Rosa.

Neste contexto, o projeto visa a introdução da temática da demência nas escolas através de três recursos pedagógicos: o livro infantil musicado ‘Quando a fábrica da avó avaria…’ que, através da canção ‘A minha Tita era assim’, conta a história da relação entre um neto e a avó, abordando os desafios que surgem quando esta é diagnosticada com demência; o jogo de tabuleiro ‘Neuromania’, uma ferramenta de aprendizagem ativa e de simulação que permite às crianças descobrir curiosidades sobre a doença e explorar formas de ajudar e apoiar as pessoas que vivem com demência; e um guia para professores, concebido para apoiar os educadores na abordagem do tema e na promoção de uma cidadania inclusiva.

“Um futuro mais inclusivo para as pessoas com demência começa também na forma como educamos as crianças de hoje. As crianças são capazes de escutar, aprender, criar laços e levar às suas famílias e comunidades novas formas de olhar para a demência. Ao dar-lhes conhecimento e espaço para colocar perguntas, ajudamos a construir relações com mais compreensão, respeito e afeto. É esse o contributo que queremos continuar a dar à sociedade: transformar conhecimento em oportunidades de encontro e participação, para que as pessoas com demência e as suas famílias se sintam reconhecidas, apoiadas e parte da comunidade”, salienta a professora e investigadora da ULO. 

A Alzheimer Europe é uma organização europeia sem fins lucrativos que reúne 44 associações nacionais de Alzheimer, provenientes de 39 países, e que trabalha para melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e das suas famílias, promovendo a sensibilização pública, a defesa dos seus direitos e o combate ao estigma associado à doença.

Fonte: On-It! Comunicação

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