O Município da Marinha Grande desencadeou uma operação de emergência na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, depois dos recentes episódios de mau tempo e da forte agitação marítima, que provocaram estragos significativos na estrutura do edifício histórico.
A autarquia procedeu à retirada preventiva de bens históricos e patrimoniais, salvaguardando o acervo associado ao poeta Afonso Lopes Vieira. O objetivo foi evitar qualquer perda irreversível, caso a instabilidade estrutural se agravasse.
As equipas municipais e técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), encontram-se a analisar soluções de estabilização. São apontadas soluções complexas, envolvendo a colocação de rochas de grande dimensão e ações minuciosas para reforçar a sustentação do solo. A prioridade é reduzir ao mínimo o escorrimento subterrâneo e estabilizar o solo fragilizado.
Um dos desafios mais críticos é impedir que o escoamento de água continue a arrastar areias, fenómeno que debilitou a base do edifício e parte do muro de suporte.
A violência conjugada da chuva intensa e das marés fez com que água e areias se comportassem como um único fluido, infiltrando-se por debaixo do pavimento e retirando sustentação ao edifício, aumentando de forma alarmante o risco de derrocada.
Está a ser assegurada a monitorização contínua do edifício, de forma a garantir que a Casa-Museu — um dos símbolos culturais mais relevantes de São Pedro de Moel — possa voltar a estar segura e preservada para o futuro.







