COMISSÃO PARA A DEFESA DA LINHA DO OESTE
O Ministro das Infraestruturas e Habitação anunciou publicamente que a Linha do Oeste irá estar
encerrada no mínimo durante nove meses, devido à necessidade de obras para a recuperação da
infraestrutura, após as intempéries que sucessivamente se abateram sobre o litoral oeste do País.
Este anúncio do Ministro, sem que tenha explicado se o encerramento afetará todo o traçado
entre Meleças e Louriçal, ou apenas o troço Meleças/Caldas da Rainha, representa um sério
ataque ao futuro da Linha do Oeste que com esta suspensão do serviço, poderá perder utentes de
forma definitiva, para o transporte rodoviário.
Os dois últimos meses representaram um ciclo de dezenas e dezenas de supressões, devido à falta
de material circulante, com manifestos prejuízos para os utentes sem direito a transporte
alternativo em autocarro, que faça cumprir o contrato de serviço público a que a CP está obrigada.
Agora, é o colapso dos solos, em mais do que um ponto da via, nomeadamente, no troço entre
Dois Portos e Malveira, significativamente, em locais que não foram alvo de obras de
requalificação, como entre Runa e a entrada do túnel da Sapataria. Uma obra que já deveria estar
pronta há mais de três anos, com as composições elétricas a funcionar.
É inaceitável que o serviço de transporte de passageiros seja suspenso por nove meses, quando é
possível assegurar o transporte de passageiros entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras e da
Malveira até Meleças, com transporte em autocarro pelo meio, com a temporária revisão de
horários. Claramente, o que este Governo e os seus gestores na CP e na IP querem é que os
utentes, a população em geral, os agentes económicos e os autarcas da região, se esqueçam de
uma vez por todas da Linha do Oeste.
A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste não vai desistir de defender a modernização da Linha
do Oeste e os direitos e interesses dos utentes. E continuará a afirmar a importância deste eixo
ferroviário para o desenvolvimento económico e social da região.
A CPDLO já reafirmou o pedido de reunião com carácter de urgência à Secretária de Estado da
Mobilidade e ao Presidente da CP e irá agora solicitar, também, uma reunião com o Presidente da
IP, SA, sobre este mesmo assunto.
E anunciará, dentro de dias, um conjunto de outras iniciativas para reclamar do estado atual a que
foi deixada a Linha do Oeste e da necessidade de concluir de uma vez por todas a sua
modernização.
A CPDLO








