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31 de Março, Dia Nacional do Doente com AVC

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Alerta do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna

Incapacidade causada pelo AVC é um problema grave de saúde pública em Portugal

Apesar de o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ser a primeira causa de morte em Portugal, o fardo mais pesado da Doença Vascular Cerebral não é a morte, mas sim a incapacidade e o grau de dependência resultante que constituem um grave problema de saúde pública, alerta o Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral (NEDVC) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) por ocasião do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala a 31 de Março.

“É importante divulgar que o AVC pode ser prevenido, que é possível recuperar de um AVC e como conseguir esses objetivos. A reabilitação tem um papel chave na recuperação destes doentes e deve ser iniciada tão precocemente quanto possível a partir do primeiro dia após o AVC devendo ser mantida de forma continuada após alta hospitalar (fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional). A sua duração depende dos défices neurológicos e da resposta ao tratamento e prolonga-se frequentemente durante o primeiro ano após o AVC. Está demonstrada uma forte correlação entre a duração da fisioterapia e a melhoria funcional do doente, tendo como objetivo minimizar os défices e promover a autonomia”, explica Maria Teresa Cardoso, coordenadora do NEDVC.

As sequelas mais graves podem ser evitadas por uma intervenção médica rápida, logo que aparecem os primeiros sintomas. Assim, o reconhecimento dos sinais de alerta do AVC é da maior importância, bem como a atitude a tomar após este reconhecimento, que é ligar para o 112. “Estudos realizados junto da população portuguesa demonstraram que ainda há muito a fazer nesta divulgação. É fundamental aumentar o conhecimento público dos sinais de alerta e criar um reflexo imediato perante estes sinais de activação do 112. O AVC agudo é uma emergência médica”, realça a especialista.

Relativamente aos doentes dependentes com sequelas de AVC é preciso corrigir as assimetrias que ainda existem em Portugal. Maria Teresa Cardoso explica que “para proporcionar a continuação de cuidados após a alta hospitalar a pessoas em situação de dependência e com perda de autonomia existe desde 2006 uma Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Esta rede não consegue dar resposta cabal às necessidades reais da população em situação de dependência, apesar de ter vindo a crescer em número de camas de internamento e de equipas envolvidas. Apresenta assimetrias geográficas que implicam acessibilidade heterogénea nas várias regiões do país, podendo o tempo de espera variar de dias a meses. Será da maior importância repensar estratégias que permitam uma melhor e mais rápida capacidade na reintegração dos doentes na sua família”.

A internista refere ainda que “o doente que recupera de um AVC não pode esquecer que a par de uma reabilitação eficaz é fundamental uma boa adesão à terapêutica farmacológica e a modificação do estilo de vida para controlar os fatores de risco vascular. Segundo a Organização Mundial de Saúde se aplicarmos todas as medidas conhecidas e disponíveis podemos reduzir em 80% a Doença Vascular Cerebral”.

Segundo a Direção Geral de Saúde todos os dias chegam aos hospitais portugueses 52 vítimas de AVC e uma em cada seis pessoas no mundo sofrerá de Doença Vascular Cerebral ao longo da vida. Cerca de 30% das pessoas que têm um AVC morrem ao fim de um ano e metade dos sobreviventes ficam com algum tipo de incapacidade.

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