POSIÇÃO DA CDU-ALCOBAÇA, SOBRE ACHADOS ARQUEOLÓGICOS E DEFESA DO PATRIMÓNIO

A CDU SEMPRE DEFENDEU a preservação e valorização de todo o património, cabendo à câmara uma posição pró-activa de principal defensora e guardiã, sem prejuízo das responsabilidades dos organismos dependentes do poder central. Defende, também, que deve haver maior envolvimento da comunidade Alcobacense, designadamente da ADEPA e de personalidades alcobacenses, ligadas à arqueologia, património material e imaterial, em todas as etapas, de modo a permitir a exposição e fruição pública dos achados.

É preciso mesmo INVESTIGAR, estudar, analisar, valorizar, o que não aconteceu desde que o PSD dirige a câmara (1998). Destaca, ainda, a CDU, alguns exemplos que tem merecido referências, mais constantes, sem deixar de registar o que se encontrou e protegeu/tapou para depois investigar:

  1. O município de Alcobaça tem importantes descobertas, em Coz, na envolvente ao Mosteiro d’ Alcobaça e nenhuma investigação concretizada com resultados públicos;
  2. O Castelo d’ Alcobaça carece de obra de valorização do seu espaço; também teve uma equipa com arqueólogo a dirigir, mas a Câmara pouco ou nada apoiou e estão por tratar os achados; Há muito que defendemos um concurso público para a melhor intervenção do que fazer neste sítio valioso;
  3. O castelo de Alfeizerão merece estudo e investigação e aquisição do terreno onde se encontram as suas ruínas;
  4. A CDU não esquece a importância da estação das Parreitas e o Museu alusivo, na sede da Junta do Bárrio;
  5. Também não esquece a história dos fornos de cal (Pataias) e o comboio do carvão (de Porto de Mós à Martingança-Gare);
  6. Os achados no Parque Verde foram alvo de um concurso público em 2017 e não vimos nenhuma informação pública sobre as razões para não ter sido concretizada a investigação;
  7. Deve ser valorizado o espólio arqueológico de Manuel Vieira Natividade; Sabemos que o Estado o guardou, numa ala do Claustro do Cardeal, no entanto não existe qualquer informação sobre quando pode ser visto pelo público; não podemos esquecer a urgente necessidade em resolver a promessa, de mais de 20 anos, da Casa Museu Vieira Natividade;
  8. Assinalamos o anúncio da abertura do Museu das Máquinas Falantes e depois protelado, sem qualquer justificação pública; recentemente houve o anúncio do concurso para obras específicas, necessárias, para receber o espólio do saudoso Madeira Neves;
  9. A CDU não esquece os 2 elementos históricos das entradas a sul (Guarita) e a Capela Santa Ana (perto do Museu Raul da Bernarda);
  10. Na Quinta da Serra (do Retiro) onde estão a decorrer as obras da Zona Empresarial Responsável da Benedita (ALEB), defendemos que é necessário conciliar a obra e o respeito pelo histórico da Quinta. Acreditamos que a câmara e a DGPCultural encontrarão as soluções correctas. Face a tudo o que veio a público sobre este assunto, defendemos que deve haver uma investigação, avaliando se houve crime no desaparecimento da capela; Haverá dados de que a DGPC a elencou (no Estudo de Impacte Ambiental de 2013) como elemento importante a preservar.

É preciso preservar as memórias. UM POVO SEM MEMÓRIAS, NÃO TEM HISTÓRIA, E A IDENTIDADE É FRÁGIL!

COORDENADORA CONCELHIA DA CDU

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