Página Inicial Notícias Política Reabertura do Mosteiro de Alcobaça ao público e Intervenção de conservação túmulo de D. Pedro I

Reabertura do Mosteiro de Alcobaça ao público e Intervenção de conservação túmulo de D. Pedro I

No passado dia 18 de maio, assinalando a reabertura ao público dos Museus, Monumentos e Palácios tutelados pela DGPC e comemorando o Dia Internacional dos Museus, este ano dedicado ao tema “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão”, o Mosteiro de Alcobaça deu início à Intervenção de conservação e restauro do túmulo de D. Pedro I, que, juntamente com o túmulo de Dona Inês de Castro, constituem dois dos bens mais emblemáticos do património cultural português.

Estiveram presentes a Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, a Subdiretora-Geral do Património Cultural, Fátima Marques Pereira, e a Diretora do Mosteiro de Alcobaça, Ana Pagará.

A intervenção, a cargo do conservador-restaurador André Remígio, que em 2009/ 2010 realizou uma limpeza dos túmulos de Dona Inês de Castro e de D. Pedro (não tendo a intervenção deste sido concluída), decorre em regime de Obra Aberta ao público, tendo um prazo estimado de 4 meses.

Os túmulos de D. Pedro e Dona Inês de Castro apresentam patologias várias, nomeadamente, sujidade, deposição de detritos, colonização biológica e existência de inúmeros fragmentos de silicone remanescentes dos moldes efetuados no início da década de 1990, que foram destinados a integrar a exposição Europália (1992). Estes vestígios, em particular, são bastante prejudiciais “à saúde” da pedra, uma vez que impermeabilizam a superfície, impedindo a sua respiração, o que provoca nas zonas afetadas a sua deterioração.

Os túmulos de D. Pedro e de Dona Inês de Castro constituem obras-primas da tumulária europeia do século XIV e expoentes máximos da tumulária medieval portuguesa. A sua inclusão na candidatura do Mosteiro de Alcobaça à UNESCO, foi determinante na decisão do Comité do Património Mundial de inscrever este monumento na Lista do Património Mundial da Humanidade em 1989. Também por este motivo, no cumprimento da sua missão – conservar para o futuro este Valor Universal excecional – e celebrando-se os 30 anos deste reconhecimento à escala global, a DGPC/ Mosteiro de Alcobaça decidiu levar a cabo agora esta intervenção.

Condições de Admissão de visitantes

O Mosteiro de Alcobaça reabriu ao público no passado dia 18 de maio, tendo sido implementadas todas as medidas necessárias à segurança dos colaboradores do Mosteiro de Alcobaça e dos visitantes, as quais decorrem da aplicação do Plano Sanitário para a Prevenção de Riscos da Direção-Geral do Património Cultural, no âmbito da resposta à pandemia do Coronavírus COVID-19, e seguindo as recomendações da Direção-Geral de Saúde. As condições de admissão de visitantes, afixadas no monumento e divulgadas no site e página de facebook do Mosteiro de Alcobaça, são as seguintes:

– O uso de máscara é obrigatório;
– A higienização das mãos é obrigatória no momento da admissão, existindo para o efeito um dispensador de álcool gel à entrada do monumento. Durante a visita, o visitante deverá repetir esta operação nos dispensadores de álcool gel disponíveis ao longo do percurso, inclusive, antes de sair do monumento;
– Manter a distância mínima de 2 metros lineares para qualquer outra pessoa que não seja sua convivente;
– O circuito de visita é condicionado. Por razões de segurança, o dormitório e o piso superior do claustro encontram-se encerrado ao público;
– A admissão de visitantes ao monumento é condicionada ao número de visitantes que se encontram no seu interior em simultâneo a cada momento;
– Deve ser respeitada a lotação máxima de visitantes em cada espaço, conforme afixado (área mínima de 20m2/ visitante);
– O período máximo de visita para grupos orientados por operadores turísticos é de 1 hora;
– O pagamento em dinheiro (bilheteira e loja) não é praticável, devendo o pagamento ser efetuado através de terminal multibanco;
– É reservado o direito de admissão a quem não cumprir as normas de segurança.

Acresce informar que a DGPC/ MA reforçou a higienização e desinfeção sistemática dos espaços, seguindo as recomendações da Direção-Geral de Saúde e na sequência da aplicação do Plano Sanitário para a Prevenção de Riscos da Direção-Geral do Património Cultural.

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