Página Inicial Notícias Política Porto de Mós contra projeto de prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos

Porto de Mós contra projeto de prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos

 

Terminou, no passado dia 27 de novembro de 2018, o período de consulta pública da Proposta de Definição de Âmbito do Estudo de Impacto Ambiental (PDA) para a Sondagem e Pesquisa de Hidrocarbonetos por Métodos Convencionais na Área de Concessão da Batalha.

Face às preocupações já manifestadas relativamente a este assunto, Jorge Vala, Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós reforçou, em sede de consulta pública, a posição do Municipio contra a continuidade deste projeto.

Tendo em conta que “os documentos apresentados não permitem avaliar concretamente os impactes ambientais que a atividade de exploração proposta acarretam” não é possível prever as consequências deste projeto no território, surgindo grandes receios sobre a salvaguarda dos recursos naturais: “Dado tratar-se de uma zona rica em massas de água, a exploração poderá provocar alterações nas linhas de água e massas de água, qualidade e quantidade, que podem por em questão a exploração de captações públicas e particulares, bem como, em última instância o abastecimento de água à população”.

Poderá, ainda, “verificar-se uma alteração significativa dos níveis freáticos, com todas as consequências negativas que tal situação acarreta, pelo que o Municipio de Porto de Mós manifesta-se contra os trabalhos de sondagem, até pelo possível impacte negativo que poderá ter no Maciço Calcário Estremenho, considerado como o maior aquífero de água doce da Península Ibérica.”

O Município de Porto de Mós exige que seja apresentado concretamente o método a utilizar na abertura da galeria horizontal, que será efetuada após a perfuração vertical, cuja informação aponta para um dos seguintes métodos: fracking ou químico, e referidos os respetivos impactes de cada um destes métodos nos solo e subsolo e nos recursos hídricos.

Solicitou, também, que a empresa responsável pela exploração elabore e implemente um plano de contingência da água, uma vez que os riscos são evidentes, nomeadamente com a possível contaminação através de metais pesados ou mesmo produtos químicos.

Face ao exposto, a posição do Município de Porto de Mós mantém-se contra a continuidade deste projeto que trará, certamente, malefícios para a região e para o país.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por jcaetano
Carregar mais em Política

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja Também

Opinião de Octávio Serrano – Zâmbia um país neocolonizado pela China