Página Inicial Notícias Política Opinião de Octávio Serrano Os mercados financeiros estão a adivinhar recessão

Opinião de Octávio Serrano Os mercados financeiros estão a adivinhar recessão

Há nuvens negras nos mercados financeiros; acumulam-se no horizonte próximo; paralelamente, ao evoluir irregular dos índices bolsistas, que especulam no curto prazo; desenvolve-se, uma procura cada vez mais acentuada, por títulos de divida publica soberana, emitida pelos países mais desenvolvidos, com maturidades no médio e longo prazo; e também, a aquisição massiva de metais preciosos, como ouro e prata. Produtos financeiros e metais nobres, cuja previsível estabilidade, oferecem uma segurança de refugio, para a conservação do valor dos capitais.
Nesta altura, os investidores estão a adquirir obrigações com taxas negativas; por exemplo à Alemanha; quer dizer, que as adquirem hoje, e daqui a um ano por exemplo, receberão o seu capital reduzido em relação ao que inicialmente investiram; as obrigações do Tesouro Americanas, nunca se negociaram, a taxas tão reduzidas; preocupantemente, as taxas de curto prazo, têm atingido valores mais altos do que as de longo prazo; segundo os analistas, trata-se de um sinal dos Mercados; prevêem que uma profunda recessão será, mais provável no médio prazo. E porquê?
De entre as preocupações reinantes, não estará ausente a persistente guerra comercial entre os EUA e a China; mas esta, será só mais uma questão, que contribuirá para acelerar o processo; existirão outras questões; como, o excesso de endividamento das empresas, dos Estados e das famílias; a quebra das margens de lucro das empresas; o risco acentuado, do investimento em capital fixo; a redução progressiva do valor real dos salários, que permitem o consumo; a preocupação que no futuro, as empresas não tenham a rentabilidade necessária para se manterem no Mercado.
No seguimento, das crises financeiras do sub-prime e das dívidas soberanas, os principais Bancos Centrais das economias ditas de ocidentais, injectaram fabulosas quantias nos Bancos; com o fim de os recuperar financeiramente; e para que estes financiassem os mercados a taxas de juro reduzidas; agora, verifica-se que esta massa imensa de capitais emitidos, serviu principalmente para financiar especulações financeiras e imobiliárias; reconheça-se, que também serviram, para manter à tona de água muitas empresas da economia real; mas a verdade, é que todo esse imenso manancial financeiro emitido, se revelou ineficaz para uma recuperação eficaz e duradoura da economia real; pois constata-se que o Mundo Real, funciona num plano diferente, do Mundo dos gráficos financeiros.
O Mundo Real económico, vive de produção e consumo; idealmente, deveríamos ter um tecido produtivo com muita saúde financeira, e com muita e variada capacidade de oferta; e mercados consumidores, constituídos por povos e nações, com muita capacidade aquisitiva; pelo contrário, existe o inverso; temos empresas doentes e preocupadas; pois o mercado consumidor, que lhes adquire os produtos cada vez se revela mais incapaz de os adquirir. E é este aspecto, que o tal Mundo dos Gráficos Financeiros já se apercebeu. Os Bancos Centrais poderão continuar a despejar dinheiro na economia financeira, ou seja nos Bancos, que a tal economia real não sairá do marasmo crescente; o Mundo já não cresce com divida, pois a que tem, já é impagável.
Prognostico, que a única solução será mesmo injectar dinheiro directamente na economia real; como? Perguntar-se-á! Só vejo uma hipótese! A entrega de dinheiro vivo pelos Bancos Centrais dos países desenvolvidos, às pessoas; heresia! O homem está maluco! Dirão! E eu pergunto! Se as pessoas e as famílias, não têm capacidade aquisitiva suficiente para fazer mexer o mercado, vamos esperar que as empresas e os bancos entrem em insolvência? Ou dá-se dinheiro às pessoas, para que elas consumam, as empresas produtivas trabalhem, os Bancos recebam empréstimos e juros, e os Estados recebam impostos? Um dilema muito grande! Não é?
Um bem hajam e uma boa semana!







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