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Opinião de Octávio Serrano – Finalmente vem ai muitos milhões

Até que enfim, que concluíram o acordo; o Conselho Europeu, ao fim de extensas e duras negociações aprovou o Programa de Recuperação da Economia Europeia, pós Covid19; foram precisos meses, de guerrilha diplomática, declarações contraditórias e até afrontosas; lá se entenderam; e o Costa, saiu impante e vitorioso; Portugal poderá receber, nos próximos anos 26 mil milhões de euros; Hi! Tanto dinheiro! É agora que vamos ser um país rico; e de caminho, vamos ser todos ricos!
Mas se pensam que pessoalmente fiquei feliz, estão muito enganados! Fiquei foi receoso! E tenho razões para estar! Afinal, Portugal também recebeu no passado muitos, muitos, milhões de euros, mas isso não evitou que sejamos um país pobre, dependente e sobre-endividado; onde é que foram parar todos os milhões do passado? O nível de vida do povo não saiu da mediania; pelo contrário está muito mais endividado; a generalidade das empresas são patrimonialmente deficitárias; os bancos estão entre falidos e meio-falidos; o nosso Estado tem uma divida monstruosa! Eu digo-vos: esses milhões que recebemos, voltaram à Europa Central sobre a forma de importações, muitas das vezes de bens supérfluos; ou fizeram caminho, direitinhos à corrupção, a caminho de paraísos fiscais. A estes milhões que vamos receber, não irá no futuro, suceder o mesmo?
Mas vamos aos números; afirma-se que iremos receber em subsídios 15,3 mil milhões de euros, ao longo dos próximos anos; nada mais falso; pois só se tratarão realmente de subsídios, a diferença entre o que Portugal tem que pagar, e o que tem de receber; por exemplo em 2018 teve de entregar aos cofres da Europa 1,7 mil milhões de euros, e terá recebido 5 mil milhões de euros; diferença de 3,3 milhões de euros.
Deste modo, Portugal receberá verdadeiramente a fundo perdido, não 15,3, mas sim apenas 10 mil milhões de euros; claro que condicionados; a que sejam aplicados em investimentos prioritários que a Europa quiser; e normalmente que projectos serão esses? Ora, serão aqueles que se destinem a financiar, a reconverter e a restruturar, as industrias de ponta da Europa Central; eles dão-nos os subsídios, e nós temos de os investir no que for definido por eles; estilo, temos aqui este programa de investimento, por exemplo no TGV; nós damos 80% e vocês têm de pagar o resto! E nós que até nem precisamos da porcaria do TGV, vamos pedir emprestados os restantes 20%, para pagar a nosso parte no elefante branco, e dessa forma, vamos subsidiar indirectamente a industria da Europa Central; cá ficará a divida para todos pagarmos; e os deficits de operação para o nosso Estado suportar; mas se quisessemos, por exemplo, que a nossa rede de gaz natural se conectasse, com a rede europeia, tal já não seria possível de financiar; uma vez que não é do interesse francês, tal conexão!
Existirão também outros projectos que a Europa não se importa de subsidiar; todos aqueles que contribuam para a promoção da classe politica; grandes e pequenas obras locais e nacionais; cuja maior parte delas, simplesmente, só serve para promover a imagem politica daqueles que as promovem e mandam construir; mas é assim; importa, financiar a boa imagem da CE e “comprar” uma subserviente classe politica que a promova; espanpanantemente publicita-se; foi a CE que financiou esta dita reabilitação urbana; são tão esmoleres aqueles tipos!
Vamos ter também à nossa disposição empréstimos no valor de 10,7 mil milhões de euros; por certo Portugal vai continuar a sobreendividar-se; mas neste caso, não terá mal; nós vamos endividarmo-nos para que a CE recupere; poderá suceder que nos obriguem à austeridade; como por exemplo se suba o iva; para que o Estado Português não tenha deficits; apresentar-nos-ão tal sacrifício, como uma necessidade patriótica; no entretanto, os mesmos de sempre encher-se-ão; como se nada se passasse.
Um bem hajam e uma boa semana!

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