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Opinião de Octávio Serrano – A TAP é essencial ao pais

A TAP foi recentemente nacionalizada, em parte; com o objectivo de a salvar; mais uma vez; e neste ponto há muito gente, que discorda; e existem muitos outros que defendem essa acção; a minha pessoa inclusive!
Não por nostalgia; ou por nacionalismo patrioteiro; defendo a existência da TAP por pura necessidade económica; num país que foi propositadamente desindustrializado, para que se tornasse num destino turístico, necessitamos de garantir a existência de uma companhia aérea que sirva os interesses da sua principal industria.
Para mais, a TAP gerada por privados, mostrou nestes últimos anos, capacidade para crescer e se adaptar ao mercado; louvável; apesar de ter tido prejuízos; apesar de estar tecnicamente falida; mas a realidade é que tem sido uma sobrevivente; num mercado de grande concorrência, dominado pelas empresas de “low-coust”, como a Ryanair, e pelos gigantes da aeronáutica, que gostariam de se tornar completamente cosmopolitas, como a Lufthansa, a TAP tem defendido com exito os seus nichos de mercado. O facto de a crise económica, provocada pelo Covid19 ter colocado a TAP e toda a aviação comercial, à beira do precipício da insolvência, não nos pode convencer que deixou de haver esperança; não tenho duvidas; se tivermos de pagar impostos para salvar a TAP, fá-lo-emos com o calculo de que esse esforço será reembolsado pelas mais valias que a companhia nos há-de trazer no futuro; o mesmo não poderei dizer do BES; nesse banco todo o dinheiro que lá deixarmos, é para perder!
Suponha-se que não tínhamos a TAP; estaríamos então, dependentes dos serviços de transporte aéreo de outras companhias privadas ou de bandeira; ora sabe-se que cada companhia aérea se insere ou comanda um cluster de empresas com interesses comuns; um deles é o turismo de massas; agências de viagens trabalham directamente com essas companhias aéreas; e promovem os destinos que sejam mais do seu interesse; que serão aqueles que são mais rentáveis para elas; ou que lhes deixam mais margem financeira; se necessário esmagam preços na hotelaria a jusante; e promovem em exclusivo os destinos que lhes oferecem mais vantagem; praticando preços em função desse objectivo; claro, que só promoverão os destinos que mais lhes interessam, e esquecem ou negligenciam todos os outros; talvez em Portugal, lhes interessasse apenas o turismo de praia algarvio; então, contratariam e imporiam preços de miséria com uma hotelaria dependente e sem alternativa; e esse seria o nosso turismo.
Mas não é este turismo que interessa ao país; interessa-nos um turismo diversificado e de qualidade; que dissemine mais-valias económicas substanciais em todo o tecido económico nacional e regional; ora para que isso aconteça, precisamos de uma companhia como a TAP; que trabalhe no interesse do país; que se constitua como uma ponte directa e mais 222-A TAP É ESSENCIAL AO PAIS
A TAP foi recentemente nacionalizada, em parte; com o objectivo de a salvar; mais uma vez; e neste ponto há muito gente, que discorda; e existem muitos outros que defendem essa acção; a minha pessoa inclusivé!
Não por nostalgia; ou por nacionalismo patrioteiro; defendo a existência da TAP por pura necessidade económica; num país que foi propositadamente desindustrializado, para que se tornasse num destino turístico, necessitamos de garantir a existência de uma companhia aérea que sirva os interesses da sua principal industria.
Para mais, a TAP gerada por privados, mostrou nestes últimos anos, capacidade para crescer e se adaptar ao mercado; louvável; apesar de ter tido prejuízos; apesar de estar tecnicamente falida; mas a realidade é que tem sido uma sobrevivente; num mercado de grande concorrência, dominado pelas empresas de “low-coust”, como a Ryanair, e pelos gigantes da aeronautica, que gostariam de se tornar completamente monopolistas, como a Lufthansa, a TAP tem defendido com exito os seus nichos de mercado. O facto de a crise económica, provocada pelo Covid19 ter colocado a TAP e toda a aviação comercial, à beira do precipício da insolvência, não nos pode convencer que deixou de haver esperança; não tenho duvidas; se tivermos de pagar impostos para salvar a TAP, fá-lo-emos com o calculo de que esse esforço será reembolsado pelas mais valias que a companhia nos há-de trazer no futuro; o mesmo não poderei dizer do BES; nesse banco todo o dinheiro que lá deixarmos, é para perder!
Suponha-se que não tínhamos a TAP; estaríamos então, dependentes dos serviços de transporte aéreo de outras companhias privadas ou de bandeira; ora sabe-se que cada companhia aérea se insere ou comanda um cluster de empresas com interesses comuns; um deles é o turismo de massas; agências de viagens trabalham directamente com essas companhias aéreas; e promovem os destinos que sejam mais do seu interesse; que serão aqueles que são mais rentáveis para elas; ou que lhes deixam mais margem financeira; se necessário esmagam preços na hotelaria a jusante; e promovem em exclusivo os destinos que lhes oferecem mais vantagem; praticando preços em função desse objectivo; claro, que só promoverão os destinos que mais lhes interessam, e esquecem ou negligenciam todos os outros; talvez em Portugal, lhes interessasse apenas o turismo de praia algarvio; então, contratariam e imporiam preços de miséria com uma hotelaria dependente e sem alternativa; e esse seria o nosso turismo.
Mas não é este turismo que interessa ao país; interessa-nos um turismo diversificado e de qualidade; que dissemine mais-valias económicas substanciais em todo o tecido económico nacional e regional; ora para que isso aconteça, precisamos de uma companhia como a TAP; que trabalhe no interesse do país; que se constitua como uma ponte directa e mais acessível para qualquer turista; aquele que deseja ver património histórico; o outro que adora paisagens; o outro que se estatela na praia ao sol; aqueles que vêm para congressos; e todo aquele, que ao escolher uma oferta turística em Portugal, e pesquise na internet por viagens mais directas e acessíveis, tenha a escolha da TAP, como companhia aérea acessível, confiável e de qualidade.
Mas existem outros aspectos; Lisboa só é um “hub” de ligações, graças à TAP; no dia que a TAP desapareça acaba-se; pergunto; quantos milhões de pessoas, passam anualmente no aeroporto de Lisboa, a caminho de outros destinos? E isso não quer dizer, só deixar cá divisas; quer também dizer, criar e manter empregos; e podemos olvidar a ligação afectiva da nossa emigração à TAP? Com ligações directas para as principais zonas de emigração, com tudo o que isso representa da ligação económica da diáspora, ao torrão natal! E podemos esquecer, o impacto económico do emprego que a TAP proporciona aos portugueses? Não temos muitas empresas no país, a proporcionar disseminação inclusiva de tão boas mais-valias remuneratórias.
Sabem? É muito diferente “servirem-se de nós!” de “servirmo-nos nós!”
Um bem hajam e uma boa semana!

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