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Opinião de Eduardo Louro – Numa de policial

Ficamos esta semana a saber que o processo-crime instruído no Brasil contra Duarte Lima, acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, companheira do falecido e conhecido empresário Tomé Feteira, aqui da nossa região, foi remetido para Portugal, com pedido de julgamento. A decisão de o enviar para julgamento cabe agora à ministra da Justiça.

Duarte Lima, que foi um dos mais influentes dirigentes políticos do cavaquismo, não dispõe neste momento de grandes argumentos abonatórios. Foi já acusado e julgado por se ter apropriado ilicitamente de cinco milhões de euros que pertenciam à senhora. E está actualmente, e depois de ter esgotado todos os recursos, a cumprir pena de prisão por burla e branqueamento de capitais, num processo que envolve tudo do que de pior pode ter a vigarice e a influência política. E que passa, como não poderia deixar de ser, pelo BPN e pela especulação imobiliária.

Não tem por isso muito que abone em defesa da sua integridade ética e moral. E o capital de respeito e de solidariedade, e até a admiração que granjeou no seu processo de luta contra um cancro, foi completamente desbaratado.

Mas admitir que tenha sido capaz de ir ao Brasil para matar uma mulher a tiro e deixar o corpo abandonado na beira da estrada, parece coisa de mais. Poderá até haver quem ache que Duarte Lima é capaz disso e de muito mais. Mas num país onde há tanto jagunço, onde por tudo e por nada se encontra gente capaz de matar sem fazer perguntas, onde matar é fácil e é barato, porquê fazê-lo Duarte Lima pelas próprias mãos?

Não parece fazer muito sentido, pois não?

Até para a semana!

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