Opinião de Eduardo Louro na Cister Fm.

Na crónica desta semana

Único

Morreu Maradona, El Pibe, e a Argentina chora de novo. Não chora sozinha, com ela chora todo o mundo.
Sendo argentino e constituindo, com Carlos Gardel e Evita, a tríade sagrada da Argentina, Diego Armando Maradona era, como nenhum outro, do mundo inteiro que gosta de futebol. Nunca tinha par, era sempre único. Só no tango precisava de par.
Sozinho fez aquele golo único e irrepetível, ao minuto 54, o segundo daquele Argentina-Inglaterra, disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México, a 22 de Junho 1986, no México 86. Chamam-lhe o golo do século, como se fosse possível haver melhor nos séculos que aí virão. Não é!
Um golo como nunca tinha havido, e nunca mais haverá. Não é um golo de vingança – a Inglaterra acabara de infligir a derrota das Malvinas, uma semana antes – mas é um golo de redenção. Antes, tinha marcado com a mão – “a mão de Deus” -, com batota. Só aquele golo apagaria aquela mão batoteira, evitando um dos maiores escândalos na História dos campeonatos do mundo de futebol. Só aquele golo transformaria um escândalo num simples acontecimento pitoresco.
Sozinho avançava com a bola para a baliza, desviando-a e desviando-se dos adversários. Escondendo-lhe a bola e até as pernas. Sozinho ganhou um campeonato do mundo. Sozinho fez do Nápoles campeão italiano e vencedor na Europa. Nápoles que lhe retribuiu, ficando argentina naquela meia-final com a Itália, no mundial de 90.
Partiu cedo. Depressa. E provavelmente também sozinho…
Perfeito, perfeito, só com a bola nos pés no relvado verde!
Até para a semana!

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Profissional liberal

Instituto Superior de Economia

A crónica de Eduardo Louro pode ser ouvida à 6ª feira pelas 00h20, 08h30, 12h30, 16h30, 21h30.

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