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Opinião de Eduardo Louro – Greta

Esta semana fica assinalada pela presença entre nós da pequena Greta Thunberg, marcada por grande agitação e espectáculo à chegada, e por invulgar descrição nos dias seguintes. Mais do que os inicialmente previstos. De passagem para Madrid, para participar em mais uma cimeira do clima, a COP 25, iniciada na passada segunda-feira e a decorrer até ao fim da próxima semana, a menina sueca acabou por ficar mais uns dias em Portugal. Mas não foi por isso que as redes sociais se voltaram a agitar. Foi mesmo por ela, e pelo que representa.

O palco de eleição do escárnio e do mal dizer voltou a erguer-se para bater na pequena Greta. Não acolheu no entanto todos os que, com mais ódio do que o que lhe apontam, saem à rua para lhe atirar pedras. Outros, que se dizem abominar as redes sociais e tudo o que por lá se passa, subiram a palcos mais exclusivos para, dai, fazerem exactamente o mesmo. Quiçá com mais violência e ódio.

Já não é grande a imaginação, pelo que se limitam a repetir-se uns aos outros. Que” devia era estar na escola”. Que só por isso que a juventude a segue, que tudo o que os leve a faltar às aulas tem adesão e popularidade garantidas. Que vive do espectáculo. Que é instrumentalizada. Que destila ódio, como se eles próprios fizessem outra coisa. Que é doente. Que precisa de ser internada numa unidade de psiquiatria…

Ouvimos e lemos tudo isto e perguntamo-nos: porquê?

Por acaso é falso o que ela denuncia?

Não é verdade que não há planeta B?

Não está em causa o futuro das gerações, e designadamente daquela a que pertence?

Não é mesmo imperioso repensar e reformular todo um modo de vida que se esgota no horizonte dos que o vivem?

Não me parece muito difícil encontrar uma resposta afirmativa para todas estas interrogações.

Se assim é, por que reage assim tanta gente?

Porque a miúda se tornou numa celebridade?

Porque se tornou numa referência para as novas gerações?

Talvez também por isso. Mas não será essencialmente por isso. Creio que, acima de tudo, será por estarem a ser colocados em causa os mais poderosos interesses instalados no planeta. Que uns poucos têm por missão defender, e outros, milhões, se limitam simplesmente a imitar!

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