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Opinião de Eduardo Louro A coisa de cada um

Temos assistido, nos últimos dias, a uma série de escaramuças no seio do governo e do partido a que pertence. Nada que fosse grave se não incidissem sobre dois dos maiores problemas que afectam o país neste momento. Se em causa, como vêm agora dizer vozes do governo e do partido que o sustenta, estivessem meras questões de livre opinião, próprias – e até saudáveis, acrescentaria eu – da democracia, não viria mal ao mundo. Neste caso ao país.

Só que não é assim. Os desentendimentos e os “mosquitos por cordas” surgem a propósito do avanço de focos da pandemia em Lisboa, e da (falta de) resposta dos serviços de saúde. E da TAP, ou do impasse a que chegou, afogando a sua agonia latente no sufoco geral do sector da aviação comercial.

Parece brincadeira. Mas de franco mau gosto: se há alturas e temas que não dão para brincar, são justamente estes.

Curiosamente – ou talvez não, no quadro do jogo político a que estamos habituados – no epicentro destes dois focos de tensão estão, nem mais nem menos, que os dois apontados sucessores de António Costa – Fernando Medina e Pedro Nuno Santos. E uma particular guerra pela sucessão, onde a cada um nada mais interessa que ganhar pontos para reforçar a sua própria clientela. Pode até não ser assim, mas é assim que parece. E em política, como se sabe, o que parece, é!

É grave o que está em causa, seja pelas consequências do eventual descontrolo nos circuitos de contaminação em Lisboa, seja pelo que venha a acontecer na TAP, que certamente acabará em mais um pesadelo para os contribuintes. Mais grave é a leviandade com que se faz e se vai continuar a fazer política em Portugal. Que, sendo tão só tratar da coisa comum, por cá é, e vai continuar apenas a ser, cada um a tratar da sua coisa. Sempre muito pouco mais que a sua própria vidinha!

Até para a semana!

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