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Octávio Serrano Uma hecatombe económica está a acontecer

Sabem? A sensação que se tinha, antes de esta Europa estacionar, devido à pandemia do corono virús, era a de que tudo estava preso por arames!
A maior parte das empresas ainda não conseguira recuperar completamente  das crises do sub-prime e das dividas soberanas; as famílias viviam na corda bamba, não tendo recuperado o poder de compra que possuíam antes de 2008; e o endividamento de muitas empresas e famílias estaria acima da sua capacidade de o pagar; claro que havia quem “fizesse dinheiro”, como dizem os americanos; os grandes grupos económicos instalados, e quem beneficiasse de negócios inseridos em movimentos especulativos! Como foi o caso do sector imobiliário em Lisboa! A maior parte andava a trocar dinheiro por dinheiro, para sobreviver! Só o dinheiro extremamente barato, obrigava a economia a crescer; e o consumidor a consumir! Quando os coletes amarelos franceses se manifestaram, com toda a sua indignação e desespero, já era resultado desta intranquilidade económica.
Agora aconteceu a pandemia do COVID 19; e as debilidades do sistema económico europeu, ficaram à mostra; a generalidade das empresas e das famílias, não estava preparada economicamente para fazer frente ao que está a suceder! Os países economicamente mais débeis, não têm condições orçamentais para apoiar as empresas e famílias, como estas necessitam; só os países mais ricos as têm, por enquanto;  os dirigentes políticos desses Estados, receosos das consequências, decidiram assumir o custo económico da quase totalidade da interrupção da actividade económica! Mas não se sabe, até quando aguentarão tal fardo!
Em Portugal, Não! As medidas de apoio económico propostas, são meramente paliativas; pois deixa ao encargo das empresas a maior parte do prejuízo decorrente da paragem da actividade económica; subsidia-se insuficientemente as famílias, já de si extremamente vulneráveis! Sumamente, protela-se o pagamento de impostos e empréstimos; avalizam-se empréstimos bancários às empresas, por quantias insuficientes, às necessárias, para cobrir as suas necessidades de financiamento; aprova-se um regime de Lay-Off, que caso esta crise de saúde publica se arraste, irá deixar muito debilitadas as empresas que interromperam a sua actividade; argumenta-se, que o Estado português não tem meios; mas teve-os para alimentar carreiras politicas de muitos dos seus dirigentes; tanta falta nos fará agora, todo aquele dinheiro despendido em festas e festarolas; ou em obras publicas não necessárias, nem essenciais!
E agora o consumo das populações reduziu-se ao essencial; a maioria dos pequenos empresários pararam as suas actividades; muita gente caiu no desemprego; outros foram confinados às suas habitações; as vendas quebraram;  a maior parte da produção parou; as encomendas foram canceladas; e muita empresa só labora ainda, porque tem de cumprir compromissos; pois nem sabe se virá a receber dos seus clientes o que anteriormente lhes vendeu!
Por estes dias, os consumidores só adquirem aquilo de que necessitam para sobreviver; por falta de dinheiro ou receio pelo futuro, só compram o necessário à sua sobrevivência; sectores comerciais inteiros fecharam por falta de clientes ou a conselho do governo para melhor combater o coronovirús; muitas destas empresas comerciais despediram já os seus empregados, e suspenderam o pagamento das dividas aos seus fornecedores e à banca; os grossistas, cancelaram encomendas às fabricas, e suspenderam importações e pagamentos; as fábricas vão parando, como medida profilática contra a expansão da pandemia, e porque não têm a quem vender!
A grande questão que economicamente se coloca, é a seguinte: quem irá sobreviver a esta hecatombe económica e financeira? Dependerá muito do tempo que durar esta crise de saúde publica; pois as aspirinas económicas que o nosso governo nos propõe, não servirão de muito!
Um bem hajam e tenham cuidado convosco!

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