Página Inicial Notícias Política Octávio Serrano – O primeiro superavit democrático

Octávio Serrano – O primeiro superavit democrático

https://youtu.be/OwAZi7DT6yo

Foi enfim aprovado na generalidade, o Orçamento de Estado para 2020; e desta vez com uma novidade importante; está previsto, pela primeira vez, desde o 25 de Abril, um superávit; bem, não será muito super; é pequenino, mas de modo algum, pode ser por isso, denegrido. Embora, todos saibamos que um orçamento, é uma previsão; oxalá não apareçam custos extraordinários, como os do BES, que estraguem esta bela fotografia, destinada à CE e ao eleitorado; mas se aparecerem, protelam-se investimentos publicos, para anos seguintes, e dá-se a volta à coisa desse modo!
Claro, que não há aprovação ou desaprovação de um qualquer orçamento do Estado, sem muito debate politico; e foram interessantes de se ver;  as reacções dos diferentes partidos, confrontados que foram com o tal prometido superávit; essencialmente agruparam-se em duas atitudes diametralmente antagónicas; como aliás, não poderia deixar de ser!
Confirmou-se , que o PSD, o PP, o IL e o Chega, estão contaminados pela ideologia neoliberal; para eles, se há superávit, é porque  há excessiva cobrança de impostos; além de que o Estado gastará demais em sectores como a saude, ou o ensino; logo, menos Estado, menos impostos, é o lema deles; uma visão egoísta da política, que permite o desenvolvimento de sociedades profundamente fracturadas e desiguais, conforme se tem verificado na América Latina; por isso votaram contra!
Confirmou-se também, que o BE, o PCP e o Livre, não entendem, que o gasto publico tem de estar condicionado, às possibilidades do país os pagar, com a cobrança de impostos que o Estado efectua; se estes forem excessivos, deixa de ser atractivo para quem trabalha e investe, fazê-lo; por outro lado, todos temos obrigação de saber, que o pagamento da divida publica, só se poderá realizar financeiramente com a existência de superávits; estará em causa a longo prazo, a libertação de imposições externas afrontosas; no entanto, para a Esquerda, é injusta a existência de superávits, quando existem tantas necessidades no país, que precisam de ser satisfeitas; por isso se abstiveram!
Mas a todos me dirijo; nenhuma das correntes, incluindo a que está no poder, teve a sensatez politica, de se referir à qualidade do gasto publico; se idealmente, uma parte substancial dos gastos e dos investimentos públicos, não fosse puro desperdicio orçamental e financeiro, poderiam ter todos a certeza, de que não seria necessário cobrar tantos impostos; e haveria também mais disponibilidade orçamental, para reforçar orçamentos sociais; e por certo,ainda mesmo assim, aconteceriam superávits. Como diz o povo, a teta tem de ser muito boa, para mesmo assim, aguentar tanta coisa!
Pois como todos sabemos, há gasto publico legitimo e ilegitimo; será legitimo aquele que está dentro das responsabilidades do Estado, de servir as populações no seu bem estar e porvir; será ilegitimo todo aquele que tem origem na mamadeira excessiva, com que se serve muitos interesses privados, muitos dos tais neoliberais, que estão alapados à máquina do Estado.
Mas o investimento publico também poderá se eficiente ou ineficiente; será eficiente, todo aquele que contribuir para a rentabilização económica do Estado, e que contribua de algum modo para trazer mais valias sociais e económicas à sociedade; e ineficiente, aquele que não traz nada de nada, por ser efémero, ou por servir apenas designos eleitorais de carreiras politicas, que se vão alavancando com o dinheiro publico.
Quando tu te sentas, para ser atendido, por um funcionário publico que te pede desculpa pela demora;  pois o computador com que trabalha já tem quinze anos, e trabalha devagar; e em consequência o funcionário e o utente, têm de pacientemente aguardar que a maquina desenvolva o processo; terás muito tempo para pensar; caramba, gasta-se tanto dinheiro mal gasto; e para aquilo que deveria haver dinheiro, não há!
Um bem hajam e uma boa semana!





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