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Octávio Serrano – A definitiva Vitória do Brexit

Boris Johnson, do Partido Conservador Britânico, ganhou  no dia 12 de Dezembro, as eleições para a Câmara dos Comuns, com grande maioria; surpreendente? Talvez! Principalmente para todos aqueles que acreditaram na propaganda massiva da Mass Média Europeia e portuguesa, que têm deturpado sistematicamente a informação politica relativa ao processo do Brexit; com intuito nefasto de criar uma opinião publica integracionista, favorável aos poderes políticos e interesses financeiros pró-europeus;  afinal o homem não é tão parvo como o pintavam, pois já havia conseguido um pré-acordo de saída com a CE, que respeita a necessária independência inglesa, e deixa margem para a resolução de outros dossiers complicados, como o da Irlanda do Norte, em contento com os interesses britânicos.
Mas andemos para trás; ao principio desta história; em 23 de Junho de 2016, para surpresa de muitos, os britânicos votaram pela sua saída da CE; foi um choque; para os poderes eurocráticos de Bruxelas; e para os interesses económicos e financeiros; estava-se-lhes a escorregar das mãos um dos mais apetecíveis “nacos económicos” da Europa; claro, que a CE de aparência tão “democrática”, tinha de respeitar o sentido do voto do povo britânico no Brexit; mas maquiavélicamente os dirigentes da CE tentaram desde o inicio, travar o processo do Brexit; mas não contaram com a vontade indomável do povo inglês.
Bruxelas, tinha em Theresa May, primeira ministra britânica, do partido conservador, uma aliada camuflada; uma partidária do “Remain”, que veio a negociar um “Brexit” muito especial; acordaram um pré-acordo de saída, em que na realidade, não havia saída real; a politica económica da Grã-Bretanha continuava submissa aos interesses da CE; as fronteiras económicas seriam inexistentes; a Irlanda do Norte, ficava com um estatuto que na prática faria prever a sua integração futura na Irlanda do Sul;  mesmo as politicas inglesas restritivas de emigração estavam limitadas. Foi precisamente  Boris Johnson, um dos que na devida altura, se demitiu do governo de Theresa May, em protesto e desacordo; e que depois, viria a dirigir a oposição interna contra o pré-acordo negociado por Theresa May.
Iria valer tudo para parar o Brexit; para surpresa de muitos a Teresa May, convocou eleições gerais, onde o Partido Conservador perdeu a maioria que  na altura possuía; sabe-se lá, se ela já tinha intenções ocultas para o fazer; como o seu pré-acordo foi reprovado, bloqueava-se politicamente o processo.
 Em consequência, desenvolveu-se dentro do Partido Conservador, um combate politico entre aqueles que querem um Reino Unido livre e os que estarão ligados a interesses económicos multinacionais e financeiros, ligados ao neoliberalismo; nesse processo o Boris Johnson, conseguiu tomar a liderança do partido conservador, mas por outro lado ganhou um conjunto de adversários internos que lhe vieram a fazer a vida negra.
Depois foi a luta contra o Partido Trabalhista, liderado por uma figura, Jeremy Corbyn; um ex-sindicalista muito ambicioso; com uma atitude permanentemente ambígua e mal definida acerca do Brexit; mas que muita gente, incluindo o eleitorado inglês, percebeu que escondia uma ambição politica; ser primeiro-ministro inglês, através do desgaste de imagem do seu adversário conservador Boris Johnson; sem lhe interessar consequências;  pois  para ele, no fim, ele próprio surgiria como um salvador; por isso o constante bloqueio do Partido Trabalhista, a quaisquer iniciativas legislativas que permitissem o avanço do Brexit; e sempre com a ameaça na mesa, de pugnar por um segundo referendo.
De resto, não esquecer, o Scotland National Party da Escócia, os liberais, e todos aqueles que fizeram campanha por um novo referendo; com as suas jogadas politicas desgastantes; e agora, no fim de uma série de adiamentos, e de sucessivos acordos com a CE, com o país politicamente bloqueado, o Boris acaba de obter uma porta escancarada; ao ganhar as eleições com uma ampla maioria; dada em parte por muito eleitor trabalhista que lhe entregou o seu voto; ganhou definitivamente o tal Brexit; ficará a faltar, resolver a questão da independência escocesa; mas essa será outra história.
Um bem hajam e uma boa semana!









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