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Nazaré preocupada com a sustentabilidade da pesca do cerco

O Município da Nazaré manifestou junto da tutela a sua preocupação com o futuro da pesca do cerco face à nova proposta de redução das quotas de pesca das espécies mais rentáveis para o setor.

A posição surge após o conhecimento da proposta apresentada pela Comissão Europeia, nas vésperas do Conselho das Pescas (que reunirá a 16 e 17 de dezembro), que fixa para 2020 as possibilidades de pesca relativas a 72 unidades populacionais do atlântico e mar do Norte.

Para a Câmara da Nazaré, as quotas fixadas pela União Europeia para espécies como a sardinha, o carapau e biqueirão são “manifestamente insuficientes”.

“A proposta de redução em 50% de capturas para a espécie do carapau para as 46.659 toneladas entra em total contradição com o parecer do ICES que recomenda, por seu turno, que as capturas desta espécie em águas continentais portuguesas não devem ultrapassar as 116.871 toneladas”.

O setor depara-se com graves problemas estruturais, “tais como os de intermitência do exercício da atividade, não acompanhada pelos adequados apoios no âmbito da salvaguarda de rendimentos, bem como a vigência de regimes de proteção social insuficientes que, entre outras circunstâncias, promovem o abandono da atividade”, e esta proposta da CE é vista como mais uma penalização.

Numa proposta aprovada em reunião de Câmara, o executivo propõe que se passem a considerar todos os fatores, e não apenas o esforço de pesca, para a monitorização e controlo do stock de pesca; frisando que a frota do cerco tem vindo a diminuir progressivamente ao longo das últimas décadas, sugerindo, ainda, que se reforce a aposta na investigação científica para a produção de ferramentas que auxiliem os pescadores na gestão da sua atividade e rendimentos bem como a subscrição (por parte das entidades contactadas) da posição das Associações Ibéricas de Pesca de Sardinha para a fixação de quotas de pesca nas 30 mil toneladas em 2020.

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