Página Inicial Notícias Política Assinado protocolo de cooperação entre a Direção-Geral do Património Cultura e a Câmara Municipal de Alcobaça referente à Casa-Museu Vieira Natividade.

Assinado protocolo de cooperação entre a Direção-Geral do Património Cultura e a Câmara Municipal de Alcobaça referente à Casa-Museu Vieira Natividade.

No passado dia 10 de julho, foi assinado um protocolo de cooperação entre a Direção-Geral do Património Cultura (DGPC) e a Câmara Municipal de Alcobaça (CMA) referente à Casa-Museu Vieira Natividade.

O protocolo pretende resolver a questão da instalação Casa-Museu Vieira Natividade que, passados quase trinta anos, continua por concretizar mercê de vicissitudes diversas, apesar de se ter avançado na inventariação dos acervos, bem como nos trabalhos de conservação, estudo e divulgação do espólio.

É intenção da DGPC e da Câmara Municipal de Alcobaça, dar execução à vontade de Manuel Vieira Natividade e da Família, assim, neste âmbito, será criada uma Comissão Científica que elaborará um estudo prévio a fim de se desenvolverem os necessários esforços de angariar financiamento comunitário.

A diretora da DGPC agradeceu a adesão da Câmara, na pessoa de Paulo Inácio, para ajudar a resolver o assunto da Casa-Museu de Vieira Natividade. O presidente da autarquia afirmou que “procuramos sempre ajudar a promover o nosso património para as pessoas e para terra. Agradecemos o empenho da família e da sociedade civil em resolver este problema. O papel de proximidade da Câmara Municipal e a procura de financiamento é fulcral, havendo boas perspetivas devido à boa taxa de execução dos fundos”.

A secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, também esteve presente afirmando que “o Ministério da Cultura e CMA assinam este protocolo para finalmente serem dados passos para a realização do desígnio da família. Será mais um ponto de interesse e mais cultura acessível a todos”.

SOBRE A CASA-MUSEU VIEIRA NATIVIDADE

Em 4 de outubro de 1991, por escritura pública, foi efetuada a doação ao então Instituto Português do Património Cultural (IPPC), de um imóvel para a instalação de um Museu onde deveriam ser depositadas e expostas as coleções e objetos a doar por cada membro da Família Vieira Natividade, para além de outras condições;

A Casa-Museu de Vieira Natividade veio a ser formalmente criada pelo Decreto-Lei n.º 217/92, de 15 de Outubro, dando continuidade à vontade do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade, estudioso e colecionador que deixou um espólio significativo constituído por acervo documental e bibliográfico e coleções nas áreas da arqueologia, numismática, etnografia, cerâmica, artes plásticas, arte africana e têxteis, e cuja obra foi continuada por seus filhos António e Joaquim Vieira Natividade.

Ainda de acordo com o referido diploma legal, na Casa-Museu deveriam ser mantidas e expostas ao público, com carácter de permanência, as coleções doadas ao Estado.

Na prática, e passados quase trinta anos, o projeto de instalação da Casa-Museu de Vieira Natividade continua por concretizar mercê de vicissitudes diversas, apesar de se ter avançado na inventariação de todos os acervos, na definição do programa museológico, bem como nos trabalhos de conservação, estudo e divulgação do espólio;

É agora intenção da DGPC, organismo legalmente competente para dar execução à vontade de Manuel Vieira Natividade e da Família, de colaborar com a Câmara Municipal de Alcobaça com o objetivo de partilhar responsabilidades através de uma estreita colaboração consagrada através do protocolo assinada a 10 de julho de 2019.

A Comissão Científica de acompanhamento do programa museológico tem a seguinte composição:

 A diretora do Mosteiro de Alcobaça, em representação da DGPC;

 Um representante do Município;

 Um representante da Família Vieira Natividade;

 Duas personalidades locais de reconhecida idoneidade, designadas, por comum acordo entre a DGPC e o Município.

Os outorgantes comprometem-se a desenvolver os necessários esforços (programa museológico, estimativa de custos, cronograma das obras) com o objetivo de angariar financiamento comunitário através de candidatura do projeto e/ou da empreitada, designadamente no âmbito do FEDER.

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