Página Inicial Notícias Política Assembleia Intermunicipal da OesteCIM aprovou Moção “Rios a Oeste das Serras de Aire e Candeeiros – Território, História e Património Ambiental” –

Assembleia Intermunicipal da OesteCIM aprovou Moção “Rios a Oeste das Serras de Aire e Candeeiros – Território, História e Património Ambiental” –

Na reunião da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Oeste, realizada no dia 19 de dezembro do corrente ano, foi aprovada por unanimidade, uma Moção que a seguir se transcreve:

 

“Moção – Rios a Oeste das Serras de Aire e Candeeiros – Território, História e Património Ambiental

 

Os rios devem ser entendidos como elementos ricos em vida, presentes no território, do qual emanam geologicamente e para o qual contribuem economicamente, ecologicamente, culturalmente.

 

Os rios e outros cursos de água para além de serem componentes essenciais dos ecossistemas constituem também elementos identitários do território. Devido aos rios, os campos agrícolas da nossa região são caraterizados por possuírem canais e açudes usados para regar os terrenos, nos quais nascem campos de milho, extensas zonas de horticultura e os mais variados pomares.

 

Não devemos dissociar um rio da constituição geológica da sua bacia hidrográfica. Regiões dominadas por rochas graníticas são diferentes, por exemplo, de regiões dominadas por rochas calcárias, nomeadamente quando existe o modelado cársico, que é o caso das Serras de Aire e Candeeiros. Em zonas cársicas formam-se canais subterrâneos por onde se dá a circulação da água. Existem imensos algares e poços, os quais estão ligados entre si. As grutas com as suas galerias correspondem a zonas alargadas destes rios subterrâneos. Toda a zona pode ser entendida como semelhante a uma enorme esponja ou, como imagem alternativa, parece uma pedra-pomes (embora esta até seja uma rocha vulcânica…).

 

Em zonas cársicas quando se extrai água num determinado ponto, as consequências dessa extração afetam toda uma região pois estamos a secar a “esponja” como um todo. Cada proprietário não gere apenas a água que retira no seu local, mas sim interfere na gestão da água de toda a região. Assim, o futuro destes rios passa fundamentalmente pela consciencialização das populações e pela pedagogia do exemplo das autarquias.

 

Conforme é sabido, atualmente vários cursos de água da região (os rios, Alcoa, Baça, em Alcobaça, para citarmos só alguns) estão com problemas de caudal que a não serem resolvidos vão certamente transformar estes antigos rios em simples valas de escoamento quando houver chuva intensa ou persistente, ou seja, podem passar à categoria de “rios secos”.

 

Este assunto interessa a vários concelhos da região, mas no que concerne aos rios acima mencionados afeta sobretudo os concelhos de Alcobaça e da Nazaré. Apesar da ausência de cursos de água importantes à superfície, acresce a importância da existência de água em abundância no subsolo, assumindo-se como um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do nosso país que se estende entre Leiria e Rio Maior, mormente sob as Serras de Aire e Candeeiros.

 

Neste sentido, vimos propor a realização de políticas de defesa do ambiente e de salvaguarda do nosso bem mais precioso. Destinadas também a chamar a atenção da população em geral, para a importância da preservação deste bem vital para a sustentabilidade da vida de todos em detrimento da diminuição e poluição que se está a notar no caudal dos rios da nossa região.

 

Enviar esta Moção ao Sr. Ministro do Ambiente, à APA, à CCDR Centro, às autarquias envolvidas e dar a conhecer à comunicação social.”

 

Ainda no seguimento da reunião da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Oeste, realizada no dia 19 de dezembro do corrente ano, foi aprovada por maioria, uma Moção que a seguir se transcreve:

 

“Moção – Reconsideração pela Construção do Aeroporto da Ota

 

Considerando os fortes constrangimentos que foram evidenciados nos estudos de impacto ambiental à construção de um novo aeroporto no Montijo.

 

Considerando a reunião tida na passada quinta-feira, 13 de dezembro, do Conselho Intermunicipal do Oeste, e que tornou pública uma deliberação em que sugere “que o processo de tomada de decisão final sobre a localização da nova infraestrutura aeroportuária complementar ao aeroporto Humberto Delgado deve reconsiderar a opção Ota”.

 

Considerando tudo o que tem sido dito e tornado público pelas mais diversas entidades ligadas a todo este processo, organizações representativas dos pilotos, associações comerciais, industriais e ambientalistas, especialistas em infraestruturas, entre outros.

Vem a Assembleia Intermunicipal do Oeste, deliberar:

 

  • O seu total e inequívoco apoio às decisões do Conselho Intermunicipal, no sentido de afirmar perante o Governo a possibilidade de se reconsiderar a construção do novo aeroporto na Ota.
  • Enviar esta deliberação ao Sr. Primeiro Ministro e ao Sr. Ministro do Planeamento e das Infraestruturas.
  • Que se envie nota à comunicação social regional e nacional.”
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