Página Inicial Notícias Cultura e Música Rock Fest traz Surma, Tó Trips, Daniel Bernardes, Mr. Gallini e Geek Daddies ao Books&Movies 2017

Rock Fest traz Surma, Tó Trips, Daniel Bernardes, Mr. Gallini e Geek Daddies ao Books&Movies 2017

O Books&Movies – Festival Literário e de Cinema de Alcobaça apresenta novamente o Rock Fest, um espaço para novas tendências da música com artistas locais e nacionais. Traz-nos, mais uma vez, um programa eclético que junta no mesmo evento diversos géneros musicais. Este ano, o Rock Fest decorre entre os dias 9 e 11 de novembro, na Adega dos Balseiros do Museu do Vinho de Alcobaça.

9 de novembro | 22h30 – Daniel Bernardes

Daniel Bernardes nasceu a 26 de junho de 1986, em Alcobaça-Portugal. Começou a estudar piano aos 5 anos de idade com Paulo Barbosa. Prossegue depois os seus estudos de piano com o prof. Luís Batalha. Em 2002 toca no Festival de Jazz de Valado dos Frades num Projecto do saxofonista Mario Marques- Hybrid Jazz Machine. Em 2003 participa pela primeira vez nos Seminarios de Composição da Fundação Calouste Gulbenkian, orientados por Emmanuel Nunes. Em 2004 toca na Festa do Jazz no Teatro S. Luiz no combo orientado por Carlos Barretto, participa também nos Stockhausen-Kurse für Musik em Kürten. Neste mesmo ano muda-se para Paris prosseguindo os estudos de piano com o Prof. Marian Rybicki, na prestigiada Ecole Normale de Musique de Paris. Ainda em Paris, trabalhou em masterclasses do Prof. Jean Fassina, dedicando-se paralelamente á composição. Em 2005 ganha o 2º premio no Concurso Nacional de Piano de Marrocos.

Nesse mesmo ano toca na Salle Cortot em Paris. Em 2007 volta para Portugal para se dedicar ao jazz e improvisação, estudando com Filipe Melo no Hot Club de Portugal. Inicia a sua actividade pedagógica na Academia de Música de Alcobaça onde leciona Piano, Piano Jazz e Harmonia. Em 2008 é admitido na Escola Superior de Música de Lisboa onde frequenta a Licenciatura de Jazz tendo como professor o pianista João Paulo Esteves da Silva.

Em 2010 o seu trio, com António Quintino e Joel Silva, é convidado para tocar no Ciclo Jazz Galp da Casa da Música. Neste mesmo ano ganha o Prémio de Solista na Festa do Jazz do Teatro S. Luiz. Integra o sexteto do trombonista Lars Arens “Lars Arens New Mainstream”. Em 2011 é convidado pelo cantor Luís Madureira para a direcção musical do seu projecto Luís Madureira canta F. Hollaender, concerto apresentado no Teatro S. Luiz.

Neste ano estreia a sua peça “Suite para Orquestra de Sopros” pela Orquestra de Sopros da Escola Superior de Música de Lisboa dirigida pelo Maestro Alberto Roque. Neste ano termina a Licenciatura em Jazz. Participa em trio na Edição 2011 do Prémio Jovens Músicos onde arrecada o 2º Prémio exequo, ainda no âmbito do Festival Jovens Músicos, estreia a sua obra “Dalí” para BigBand participando como solista ao lado da BigBand do Hot Club dirigida por Pedro Moreira, concerto este realizado no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em parceria com o Saxofonista Mário Marques e Gonçalo Tarquínio estreia o concerto multimédia “Rondó da Carpideira”, um espetáculo montado a partir das recolhas de Michel Giacometti. A sua versatilidade como interprete e compositor levaram-no a tocar nalgumas das mais importantes salas portuguesas e trouxeram-lhe encomendas de obras para alguns dos interpretes mais conceituados, como é o caso do tubista Sérgio Carolino a quem dedicou a peça “Leviathan” Concertino para Piano, Tuba e Ensemble de Trombones e “Xel’naga Towers” para Saxofone, Tuba e dois pianos. Recebe também uma encomenda da Antena 2, “Havoc” para Saxofone Alto, peça de concurso na Edição 2012 do Prémio Jovens Músicos.

10 de novembro | 22h30 – Mr. Gallini || Geek Daddies

Mr. Gallini

Mr. Gallini é o alterego de Bruno Monteiro, baterista dos alcobacenses Stone Dead. Um novo artista nacional dotado de um rock alternativo, cheio de curtição e ironia. E atua quer a solo, quer com os seus partenaires The Chickens. Um artista multifacetado, portanto. E “multi” espalhafatoso. Destaca-se, no entanto, a irreverência e a coragem de assumir um espírito brincalhão num país que tem a música por coisa que se quer séria, sofrida e melancólica. Ou seja, que tem medo da coisa pop; embora goste de soltar a franga no “Rabolhão” de fim de ano ao som do carnavalesco “Mamã eu quero mamar”. Pois, que todo este universo galináceo, surreal, e assumidamente lo-fi, do alter ego de Bruno Monteiro, seja partilhado por todo vós com coragem no ano novo, e mandem às favas as “bad mood” que por aí ouvem. Público P3

Geek Daddies

Geek Daddies são o lado menos próprio de João Araújo e Hugo Rilhó. Uma espécie de Quarteto dos Três Irmãos Pedro e Paulo, versão rock’n’roll desbragado e sem sentido.

Uma banda com boas intenções, que pulula à solta no Inferno… Com um som cru e devaneante alteram entre ritmos desproporcionados e riffs poderosos, como quem não consegue domar o animal que monta.

Uma banda com uma esperança média de vida de 72 horas está a trilhar caminhos desconhecidos, motivados pela fecundação do rock, munidos apenas de guitarra e bateria, promovendo o som curto e grosso, como deve ser o rock’n’roll, para quem gosta dele assim.

11 de novembro | 22h30 – Tó Trips e João Doce || Surma

Surma

Em dois anos e meio, Débora Umbelino levou o seu projecto solitário de exploração de sons, Surma, até sete países em mais de 150 concertos.

Tinha apenas o single “Maasai” quando começou a gravar o disco de estreia e todo o caminho traçado até aquela altura lhe parecia um período zero que a tinha deixado apenas com vontade de avançar ainda mais numa demanda cada vez mais sua.

Enquanto one woman band que domina teclas, voz, cordas, pedais e botões, e não se deixa ficar num ou noutro género musical, Surma preparou o seu registo de estreia “Antwerpen” como se estivesse num laboratório, observando cada reacção sonora de cada nota e de cada instrumento, criando a partir daí.

Em colaboração com a Casota Collective, que integra elementos dos First Breath After Coma, construiu uma renovada identidade sonora e visual, da qual “Hemma” foi o primeiro cartão de visita.

Tó Trips e João Doce

A par da presença nos Dead Combo, Tó Trips tem vindo a construir, a solo, uma muito singular e nobre discografia, sublimando e sublinhando a guitarra como meio da sua criação musical. É definitivamente um guitar-man, um incansável e espontâneo explorador das cordas, dos acordes, dos ecos e das melodias que esse instrumento esconde.

Um artista que ressuscita, que transfigura memórias e tradições da música em obras novas. O rock, os ritmos e texturas africanas, os lamentos mais solitários e secos da guitarra clássica, as paisagens sonoras de uma certa América são e continuam a ser os elementos estreitam e abrem esse fazer. Escutam-se em discos como “Guitarra 66” (2010) “Guitarra Makaka – Danças a um Deus Desconhecido” (2015) e, no ano passado, em “Sumba”, álbum em que Trips acolheu a percussão de João Doce.

A dupla já existia reunida pela amizade em 2004, mas foi anos depois, ao fim de uma conversa no Cafetaria do Parque Ambiental do Buçaquinho, entre Esmoriz e Cortegaça, que colaboração musical se forjou. Desde então, os dois amigos têm levado o disco a vários lugares, dando a ouvir canções em que a melancolia se expande soprada pela energia da percussão do membro dos WrayGunn e colaborador de The Legendary Tigerman.

É como se as notas de Tó Trips voassem, transformadas em quase riffs, ou se entregassem a uma dança tribal e festival. Entre os ritmos, ora serenos, ora agitados de João Doce, e a eletricidade da guitarra, o par conjura, numa conversa sem palavras, uma liberdade poética em que a música se confunde com o júbilo. Neste concerto, Tó Trips e João Doce apresentam-se, ao fim de vários dias de residência na Galeria Zé dos Bois, com a promessa de que essa liberdade se manifestará em palco. Em canções animadas pela energia que o espírito transmite ao fazer. JM

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