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PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO AZULEJAR NA LINHA DO OESTE

A Infraestruturas de Portugal (IP) está a desenvolver trabalhos de preservação do património azulejar existente em sete estações ferroviárias da Linha do Oeste: Mafra, Outeiro, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Valado e Leiria. A ação contempla diferentes trabalhos, nomeadamente, a remoção de azulejos em destacamento, limpeza de face nobre e tardoz, colagens, consolidações, tratamento do suporte, preenchimentos, consolidações, reintegrações cromáticas, refrescamento de juntas e limpeza.

 

MAFRA

  • Autor: Carlos Mourinho Gomes Salvador
  • Data: 1934
  • Fábrica: Sacavém
  • Elementos: Monumentos e espaços públicos da região de Mafra.

 

OUTEIRO

  • Autor: J. Oliveira
  • Data: 1930
  • Fábrica: Aleluia
  • Elementos: Monumentos, espaços públicos e tradições da região.

 

BOMBARRAL

  • Autor: Jorge Pinto
  • Data: 1930
  • Fábrica: Arcolena Lisboa
  • Elementos: Espaços bucólicos, figuras, tradições e trabalhos ligados à viticultura.

 

ÓBIDOS

  • Autor: José Vitória Pereira
  • Data: 1943
  • Fábrica: Viúva Lamego
  • Elementos: Monumentos, edificado histórico/religioso e espaços públicos da Vila de Óbidos.

 

CALDAS DA RAINHA

  • Autor: Gervásio Aleluia
  • Data: 1924
  • Fábrica: Aleluia
  • Elementos: Monumentos e locais da cidade e região (Praça da República, Chafariz das Cinco Bicas, Hospital Termal, Torre da Igreja de N.S. do Pópulo, mata e Parque D. Carlos I, Foz do Arelho e Lagoa de Óbidos), assim como Bordalo Pinheiro. Azulejos padrão em relevo.

 

VALADO

  • Autor: J. Oliveira
  • Data: 1929
  • Fábrica: Aleluia
  • Elementos: Locais e monumentos (Santuário do Sítio da Nazaré, Mosteiro de Alcobaça e estrada Lourinhã-Outeiro).

 

LEIRIA

  • Autor: Ernesto Korrod, Leopoldo Battistini e Luís Fernandes
  • Data: 1935
  • Fábrica: Oficinas Leopoldo Battistini
  • Elementos: Monumentos de Leiria e cidades próximas, trajes locais e mapa roteiro local.

 

 

Os trabalhos, a cargo da empresa RC3 – Restauro e Construção, envolvem um investimento de cerca de 180 mil euros estimando-se a sua conclusão no primeiro semestre de 2019.

O azulejo enquanto elemento decorativo presente em muitas estações ferroviárias, por norma de arquitetura simples e de linhas depuradas, tem merecido por parte da IP uma particular atenção não só no que diz respeito à sua salvaguarda e preservação, mas também na sua recuperação e qualificação contribuindo para a valorização deste importante património público ferroviário.

Do mesmo modo, os painéis azulejares – transmitindo vivências e representando espaços bucólicos, figuras, monumentos, tradições e trabalhos campestres – contribuem também para assegurar e perpetuar tradições e memórias regionais, às quais as populações atribuem grande valor histórico e simbólico.

Recentemente foi também concluída uma intervenção nos painéis azulejares da Estação da Azambuja, na Linha do Norte, referência do património ferroviário por força dos seus imponentes painéis localizados nas empenas laterais do edifício de passageiros. A ação contemplou trabalhos de conservação e restauro e ainda a aplicação de dissuasores de andorinhas.

Da autoria de C.A. Moutinho, os painéis datam de 1935 e foram produzidos na Fábrica de Sacavém. Representam espaços bucólicos, figuras, monumentos, tradições e trabalhos campestres.

Fonte;Infraestruturas de Portugal (IP)

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