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Plataforma que promove o diálogo entre a arte e os negócios apresenta-se em Alcobaça

Entre os dias 16 e 18 de setembro, Alcobaça será um dos pontos de passagem dos encontros inseridos na programação de apresentação da plataforma RHI – Revolution_Hope_Imagination, um projeto que pretende criar um diálogo entre a arte e os negócios, a cultura e o turismo, e trazer essa discussão para Portugal através de uma semana de talks, workshops e espetáculos por todo o país, reunindo curadores, programadores culturais e artistas vindos de várias partes do mundo. Este diálogo mundial, terá lugar em Portugal entre 14 e 21 de setembro de 2019 e passará por Lisboa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Óbidos, Guimarães, Leiria, Alcobaça, Évora, Vidigueira, Loulé e Funchal.

O projeto é levado a cabo pela Arte Institute, organização sem fins lucrativos, sediada em Nova Iorque, que dinamiza a produção e difusão de artistas e projetos de arte contemporânea portuguesa, através de eventos que produz em todos os continentes. Em quase 8 anos já promoveu mais de 800 artistas e esteve presente em 36 países e 84 cidades. É o único projeto português no mundo que, de forma sustentada, tem conseguido promover a cultura contemporânea e a marca “Portugal”, transversalmente em todas as áreas artísticas.

“A inclusão de Alcobaça no roteiro de apresentação desta plataforma representa uma grande honra para o Município e uma forma de reconhecimento pelo dinamismo cultural que temos vindo a demonstrar ao longo de décadas. Este dinamismo é parte essencial da nossa matriz identitária e, no âmbito desta plataforma, os agentes culturais e turísticos do concelho vão ter a oportunidade única de criar uma boa base de contactos e de networking com alguns das mais relevantes personalidades internacionais de ambos os setores”, afirma a Vereadora Inês Silva.

A apresentação do RHI em Alcobaça é uma iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Oeste.

Além das sessões dirigidas aos profissionais dos setores envolvidos, o programa inclui duas noites com atuações abertas ao público em geral a não perder:

16 de setembro 21h30 Desembarcação com o escritor Ondjaki e o músico Marcello Magdaleno Museu do Vinho (Adega dos Toneis)

Desembarcação é uma viagem estética, entre os sons e as vozes da memória. Pela palavra, pela música repetida ou improvisada, acontece a viagem de uma embarcação que vai do Velho Mundo às Novas Terras, passando pelas margens de um Oceano cheio de ventos, tempestades, embarcações, a voz dos escravos e a voz dos ventos. Através de três personagens (o Capitão, a Aurora, e o Marinheiro) a performance aborda poeticamente vozes de Angola, Brasil, Portugal, contemplando textos e canções criadas especialmente para este show.

Os diálogos se intercalam com as projeções e o discurso flui, suspende e se despede deixando na audiência um rastro de maresia e sonho. Celebrando o encontro de geografias que têm em comum a língua portuguesa, o grupo reúne em seus espetáculos a poesia do escritor angolano Ondjaki (Prêmio José Saramago 2013), o som do músico brasileiro Marcello Magdaleno.

Escrita, música e imagens são criadas em tempo real produzindo uma atmosfera dinâmica, incorporando o acaso, num movimento encantatório dos sentidos em que os três discursos artísticos dialogam e se completam. O Sobre o Mar foi criado em 2012.

Desembarcação:

Ondjaki – voz e textos. Marcello Magdaleno – voz, sax, violão e programações. Maria Clara Valle – violoncelo.

17 de setembro 21h30 Porto, NY de Pedro Marnoto e Renato Diz Museu do Vinho (Adega dos Toneis)

Este projeto pretende submergir o espectador, muito para além dos espaços comuns e estéticas óbvias, nos pontos de encontro entre duas cidades: Porto e Nova Iorque. O retrato-postal é assim desconstruído em prol de um entendimento sensorial e multitemporal de dois locais em simultâneo, numa tentativa de representação que desafia o impulso paisagístico, preferindo antes um conjunto de leituras pluralistas em constante diálogo.

O título Porto, NY – código postal de um endereço imaginário – remete para um espaço omnipresente em que múltiplas linguagens, geografias e símbolos, são integrados numa relação holística que questiona e desconstrói as especificidades dos dois lugares, culminando numa fusão que permite uma universalidade de sentidos. Porto–Nova Iorque, como metonímia de Portugal–EUA, é a concepção onírica de uma topografia da memória, onde fronteiras se diluem em sensações.

Intersecção de ideias e espaços, pontos de chegada e de partida, retrato íntimo de dois artistas a habitarem no limbo entre dois mundos, mais do que uma geografia imersiva de imagens, música, sons e palavras, trata-se de uma viagem que abre um portal entre diversas dimensões. Esta dança não coreografada desaguará então numa zona inter-temporal e inter-dimensional, na qual o presente se despede da sua relação conciliadora entre o passado e o futuro, e a fisicalidade espacial se torna numa viagem espiritual sem direção aparente, mas de movimento poético permanente.

A performance consistirá num filme-concerto, com sons e poesia pré-gravados, composição musical espontânea por Renato Diz, filme pré-editado e edição vídeo sobreposta ao vivo por Pedro Marnoto. Software criado especificamente para este espectáculo por Pedro Veloso, poesia gravada em inglês por Maria Quintanilla e assistência de filmagem por Hugo Marques.

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